S. Julião da Figueira da Foz arreou bandeira da junta de freguesia

 

O executivo cessante da Junta de Freguesia de S. Julião arreou, sexta-feira, ao final da tarde, a bandeira da junta. Uma cerimónia simbólica que pretendeu, segundo Góis Moço, “registar para a posteridade o momento em que a freguesia (que presidia) é extinta”.

A medida “é fruto de opções político-partidárias que, em nosso entender, não tiveram o devido respeito pela história, tradições e cultura da cidade, na prossecução de objetivos meramente pessoais”, destaca Góis Moço.

Emocionado, minutos depois da cerimónia, afirmou: “é sempre um momento muito triste, não podemos vislumbrar em que é que pode ser útil (extinção da freguesia) para a população e para os que mais necessitam e recorriam à Junta de S. Julião”.

Indagado pelo DIÁRIO AS BEIRAS sobre se pensa voltar a candidatar-se – não foi a votos nas últimas eleições autárquicas – Góis Moço é perentório: “é muito difícil controlar o futuro, especialmente com a conjuntura que vivemos”.

Por seu turno, o reeleito presidente da Câmara da Figueira da Foz, João Ataíde, disse aos jornalistas que assistir ao arrear da bandeira “significou o fim de uma instituição e de uma nova realidade”. “Acho que este processo, da extinção/agregação de freguesias, devia ter sido mais participativo.

Afastou as pessoas da solução, ainda tentámos evocar aos presidentes de junta a interpretação que foi feita, mas não conseguiram obter ganho de causa”, acrescentou João Ataíde.

“O tempo encarregar-se-á de dissipar este mau princípio”, sublinhou o presidente da câmara. Góis Moço entregou a bandeira da Junta de S. Julião a João Ataíde, que ficará guardada no Museu Municipal da Figueira da Foz.

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