Opinião – Capitular? Não! Rebeldia? Sim!

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NORBERTO CANHA

Norberto Canha

Antes de tratar deste tema, atrevo-me a falar de políticos e política, uma vez que nas eleições recentes, para as autárquicas, raro terá sido o poder autárquico em que o presidente tenha tido mais que 20 a 25 por cento, dos eleitores com direito a voto.

Isto significa que os eleitores sentem-se traídos com o proceder e o comportamento dos políticos, tanto mais que apenas cinco por cento da população lhes dá credibilidade, situando-se os bombeiros na primeira posição com quase 100 por cento.

Que se passa então?

Estamos desiludidos com os políticos e política.

A forma de alterar este descrédito? Eis o que penso?

– O candidato, por exemplo à presidência local de um partido, junta ou câmara, dever-se-á sujeitar a uma votação com resposta às seguintes interrogações:

– Que espera da vida e dar à vida?

– Que espera do partido e dar ao partido?

– Que espera da câmara ou junta e dar à câmara ou junta?

– Que espera da política e dar à política?

Com as respostas a estas interrogações, dadas por escrito ou em intervenção em assembleia geral, com voto dos militantes e, porque não, até dos simpatizantes confessos. Mesa presidida por três pessoas idóneas que não queiram ser beneficiadas pela política e políticos. Proceder-se-á, partindo da realidade da situação da junta, câmara ou partido.

Só a verdade e não escondida a verdade!

À entrada entregar-se–á um cartão numerado – a escolha dos intervenientes, salvo a mesa e os candidatos – é por sorteio – se o número de votos em branco ou inválidos for superior a 50 por cento, entenda-se que nenhum dos candidatos satisfaz, pelo que ficam liminarmente excluídos e há que escolher outros, noutra assembleia, nesse mesmo dia marcada.

– No caso dos votos expressos superior a 50 por cento proceder-se-á a outra votação para a escolha do candidato. Nesta votação, nem que tenha apenas só mais um voto é democraticamente escolhido; se estiverem empatados é por sorteio que se escolherá – o mártir e o laureado. Mas o programa anunciado é promessa a cumprir, onde anualmente, serão julgados em relação ao seu proceder.

Promessas não cumpridas, salvo justificação aceite, deve-se pedir a demissão e proceder-se a novas eleições.

O aqui exposto resulta de que na maioria das situações, os eleitores que queiram recorrer a eles e, ou não estão, ou não estão disponíveis.

Se tenho experiência de que isto sucede!

A juventude acredita mais na internet do que na experiência dos pais, amigos e experimentados!

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