“Partidos não valorizam experiência das pessoas” (com som)

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Foto Pedro Agostinho Cruz

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Vai candidatar-se a outra freguesia?

Não. Não faz sentido que os autarcas de base andem a saltitar de um lado para o outro.

Mas, entretanto, a reforma administrativa eliminou algumas freguesias, dando origem a outras.

Sim, mas não me vejo a candidatar-me a outra freguesia. Poderei dar contributos na freguesia de Vila Verde, não sendo eleito, se assim o entenderem.

Concorda com o limite de mandatos?

Em democracia, se as pessoas são eleitas, é porque os eleitores acham que são válidas. Por outro lado, a renovação faz bem. Acho que deve haver um limite de mandatos, para se dar oportunidade a outros.

Que legado deixa aos vilaverdenses?

Foram mandatos de muita dedicação, em que houve uma aproximação com as populações, com as coletividades, com a comunidade escolar. Foram mandatos de porta aberta, a junta foi uma casa do povo. No cômputo geral, acho que se deixou uma marca de Vila Verde de consideração junto dos parceiros autárquicos.

Vai continuar na política ativa?

Ainda não recebi convites do PS nem do presidente da câmara. Considero de certa forma condenável que muitos autarcas com experiência sejam postos de lado. Não estou a falar de mim, mas muitas vezes, os partidos não levam tanto em consideração a experiência que as pessoas vão adquirindo e, depois, por interesses vários, as pessoas vão sendo esquecidas e marginalizadas.

Gostava de ser vereador?

Se me perguntarem se gostava de ser vereador numa área mais pública do que técnica, mentiria se dissesse que não gostava de estar num lugar onde pudesse desempenhar funções diferentes daquelas que tenho desempenhado na junta.

Não sendo vereador, gostava de continuar a ser deputado municipal?

Gosto da intervenção pública, mas, muitas vezes, a voz do deputado municipal não é tida em conta, mas também tem o seu valor. Não desgostava de continuar ligado à vida pública.

Esta entrevista poder ser ouvida na íntegra na Foz do Mondego Rádio (99.1 FM) e em www.asbeiras.pt.

 

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