Opinião – É impossível prever o futuro

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LUIS SANTARINOLuís Santarino

Não poderia ter começado melhor a viagem até Luanda. O maquinista do “alfa pendular” foi um gajo da corda”!

Reabriu as portas do comboio para um atrasado entrar! Não, não fui eu. Em questões de horário, como em todas as outras, tenho o devido cuidado. O rigor nunca fez mal a ninguém!

A “bucha” no avião aproximava-se a velocidade estonteante. Mas à cautela, como diria o Bélito, “sentámos o cavalo” num restaurante e preparámo-nos para dar ao dente!

Uma “francesinha” não me pareceu mal. Com condimentos “ajeitadinhos” até Luanda ficaria bem servido…pensei eu!

Pensei mal, o que não é hábito, e consegui, com a ajuda de meio litro de água, enfardar as batatas cozidas em vez de fritas, a carne “sabe-se lá a origem”, e mais não sei um quanto de coisas que para lá enfiaram.

Chamem a ASAE porra, chamem a ASAE, apetecia-me gritar a plenos pulmões; só que “andavam às voltas” com o peixe-caracol!

Para além disto, a empregada era surda pois eu pedi sem picante e acabei por trincar uma malagueta!

Entre o sentar no avião e o servir uma refeição quente foi “um fósforo”!

O senhor deseja carne ou caldeirada – perguntou a hospedeira?

– Para caldeirada já me basta o País! Quero carne!

Bem se esforçou a senhora para me dar a carninha, como ao Leonel. Mas, “azar dos cabrais”, tinha acabado no cliente anterior.

– Solte lá então a caldeirada… pró tempo que eu penso estar acordado!

Entre um filme de Mr. Bean – o tal do mini amarelo mais velho do que a Sé de Braga – e um outro dos tais que se pregam todos ao tiro, talvez pudesse “passar pelas brasas”.

No fim, eleitos por unanimidade e aclamação, eu e o Leonel, “os passageiros mais simpáticos”, foi-nos oferecida uma caixinha multifunções. A TAP quando quer…

Agora só me faltam os mosquitos para a má disposição!

Comité de recepção perfeito.

Ninguém me revirou a mala – talvez a idade tenha as suas vantagens – e lá fomos até casa. Dormi 2 horas, após as quais me “desinfectei” com spray anti mosquitos.

– O que está a fazer? Perguntou o Renato

Fiquei espantado e disse; a proteger-me dos, e contra os mosquitos.

– É verdade que os há mas não é a todas as horas. Calma. Vai ver que não vai precisar de colocar tanto!

Um almocinho ajeitadinho, um “verde que correu bem”, conversa sobre Angola, fica-me a impressão: estes gajos não vivem em Luanda. Então não há assaltos, mosquitos a picar em tudo o que é sítio, ninguém se mete connosco na rua, etc? Disseram-me tudo ao contrário. E eu a pensar que ia ser uma semana de constante excitação; “puxa da naifa, solta o caroço, pernas para que te quero”… ora gaita, nada disto ia acontecer! Que desilusão!

Para o demonstrar levaram-nos até à Ilha depois de passarmos pela Baía de Luanda reconstruída de forma belíssima, e fomos “olhar maravilhados” o pôr do sol!

Já estão roidinhos de inveja? Ai já? Pois fiquem a saber que ainda a “procissão vai no adro”!

Deste belo País e desta cidade deslumbrante, abraço os meus amigos de verdade.

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