Opinião – As coisas são como são

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MAFALDA AZENHA

Mafalda Azenha

Saiu na edição de ontem deste diário uma notícia segundo a qual eu de algum modo acusara o Sr. Presidente da Câmara de ter uma atitude ditatorial no que respeita ao processo de elaboração das listas autárquicas. Aceito que isso se possa depreender, mas o que disse realmente foi que o Dr. João Ataíde tem dificuldade em, democraticamente, ouvir outro lado que não o seu.

Continua por isso a querer passar para a opinião pública que o PS lhe quer impor uma lista e o PS volta a dizer que isso não é verdade. Aquilo que o PS quer é que seja respeitado o partido e os órgãos eleitos que representam os militantes da Figueira. É o PS que tem legitimidade estatutária para propor nomes para as listas e foi isso que fez. Propôs uma lista partilhada ao Sr. Presidente que não a aceitou.

Com a saída de um dos nomes voltou-se a tentar negociar uma solução equilibrada, método que aquele continua a não aceitar. E até lhe fica mal vitimizar-se, como Cavaco Silva, porque a haver alguma vítima neste processo é o PS, que está a ser desrespeitado. Acredito que o Dr. João Ataíde, que até agora em nada cedeu, vai saber fazê-lo elevadamente, a bem dos envolvidos e sobretudo dos figueirenses.

O PS não quer impor nomes e faz, como já fez, as concessões que tiver de fazer porque, obviamente, o candidato tem uma palavra a dizer. Só não é natural que este ache que pode decidir tudo sozinho sem incluir a opinião dos órgãos locais do partido nas listas do qual se quer fazer eleger.

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