“É uma enorme mais-valia para a universidade e para a cidade”, afirmou Seabra Santos

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O antigo reitor da Universidade de Coimbra Seabra Santos, responsável pelo lançamento da candidatura da instituição a Património Mundial da Humanidade, disse hoje que o reconhecimento da UNESCO foi a “recompensa” a um bem que todos sabiam ter “esse estatuto”.

“Estou imensamente satisfeito. E recompensado. Esta classificação não significa que a Universidade não seja do século XXI. É uma universidade do século XXI, mas também com uma história e um passado”, disse Seabra Santos à agência Lusa.

Para Seabra Santos, o reconhecimento da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO), hoje conhecido, deixa “todos os portugueses imensamente felizes, assim como toda a Universidade Portuguesa”.

“É uma enorme mais-valia para a universidade e para a cidade. É uma forma de alicerçarmos o futuro em bases mais sólidas”, explicou.

Seabra Santos recordou o início da candidatura, em 2003, e admitiu que o processo de preparação, longo, foi um “objetivo em si”.

“Recordo que, há 10 anos, o pátio central da Universidade de Coimbra era um imenso estacionamento, com 250 carros por dia”, disse.

O antigo reitor admitiu ter ficado sensibilizado com a posição de alguns delegados da UNESCO, hoje, no Camboja, realçando o México, Índia e Brasil.

“Cheguei a ficar emocionado com alguns testemunhos, como o do delegado do México. Teve uma posição central na decisão final”, continuou.

O antigo reitor (2002-2010) aludiu ainda à posição dos delgados indianos, que realçaram a importância da Universidade de Coimbra na divulgação da língua portuguesa naquele território, e da representação brasileira, que reconhecem “Coimbra como a sua alma mater”.

“As universidades brasileiras reconhecem a Universidade de Coimbra com a sua alma mater. A influência do Brasil do mundo não está alheia a este desfecho [o reconhecimento da UNESCO]”.

Este reconhecimento é agora uma “responsabilidade maior” para Portugal, mas também uma janela para um olhar diferente sobre a “conservação dos bens” e para a “intervenção sobre o património”.

A Universidade de Coimbra entrou hoje para o restrito lote em Portugal do património mundial da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO) e juntou-se aos centros históricos de Angra do Heroísmo, Évora, Porto e Guimarães.

Além destes quatro centros históricos, Portugal orgulha-se ainda por ter como património mundial o Mosteiro da Batalha, o Mosteiro dos Jerónimos e a Torre de Belém, bem como o Convento de Cristo, em Tomar.

Portugal conta também com a Paisagem Natural de Sintra, os sítios pré-históricos de Arte Rupestre do Vale do Rio Côa e de Siega Verde, a Floresta Laurissilva da Madeira, o Alto Douro Vinhateiro, a Paisagem da Cultura da Vinha da Ilha do Pico e a maior fortificação abaluartada do mundo, em Elvas, como património mundial da UNESCO.

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