Classificação é “motivo de grande satisfação”, de acordo com Barreto Xavier

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O secretário de Estado da Cultura considerou hoje um “motivo de grande satisfação” para os portugueses a “valorização e o reconhecimento” pela UNESCO da Universidade de Coimbra como Património Mundial da Humanidade.

A Universidade de Coimbra foi classificada hoje pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) Património Mundial da Humanidade.

“A valorização e o reconhecimento pela UNESCO da Universidade de Coimbra como património da humanidade é, naturalmente, motivo de grande satisfação para todos nós”, disse à agência Lusa Jorge Barreto Xavier, lembrando que foi um processo que durava há alguns anos.

Foi um processo conduzido por um conjunto de entidade que “se motivou para concretizar mais este reconhecimento” pela UNESCO em Portugal, sublinhou.

“Contou com participação da Universidade de Coimbra, do anterior reitor, do atual reitor, do meu antecessor, de mim próprio, de uma série de identidades da sociedade civil, da área política e da autarquia de Coimbra”, sustentou.

“Felizmente”, Portugal tem obtido ao longo dos anos várias classificações da UNESCO a nível de património da humanidade: “Já temos um conjunto de referências no território”, como Angra do Heroísmo, Évora, os centros históricos do Porto e Guimarães.

Para o secretário de Estado, estas classificações fazem “perceber que Portugal é pontuado com um conjunto de valores de ordem cultural, patrimonial e artístico que são referenciáveis a nível mundial”.

Sobre a classificação da Universidade de Coimbra, Barreto Xavier afirmou que vai valorizar “uma rede que já conta com outras classificações na região Centro”, nomeadamente os mosteiros da Batalha e de Alcobaça e o convento de Cristo, em Tomar.

Por outro lado, valoriza o centro histórico de Coimbra, uma cidade que “precisa de uma nova energia”.

“As dinâmicas históricas das últimas décadas, na competitividade global do território, não têm favorecido Coimbra”, lamentou.

Para o secretário de Estado, esta “valorização de Coimbra é extremamente útil para a região Centro, para a cidade e para o reconhecimento não só da Universidade de Coimbra, mas do sistema universitário”.

Jorge Barreto Xavier explicou que o processo de classificação é relativamente longo, técnico e tem um conjunto de apreciações que é realizado num “período relativamente largo”, acompanhado pela Comissão Nacional da UNESCO, pelos técnicos da organização da ONU nesta área, pela Direção-Geral de Património Cultural e pela própria candidatura.

Quando se chega ao momento de decisão, o processo já está “bastante fechado”.

“O momento da decisão é de valorização e reconhecimento, que foi o que aconteceu felizmente”, salientou.

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