Bispo de Viseu apela à criação de novas formas de solidariedade

Posted by

bispo-viseu2-300x258O bispo de Viseu, Ilídio Leandro, defendeu hoje que a sociedade portuguesa deve procurar “criar formas novas de solidariedade“, que privilegiem “a proximidade humana”, de forma a combater o isolamento.

Ao intervir hoje, em Tondela, no seminário comemorativo dos dez anos da rede social do concelho, Ilídio Leandro lembrou que Viseu é o distrito com mais idosos sinalizados pela GNR a viverem sozinhos ou isolados.

Segundo dados da GNR, em Viseu foram sinalizados 3.315 idosos a viverem sozinhos ou isolados, no âmbito da operação “Censos Sénior”.

Ilídio Leandro lamentou as “ausências de relações humanas, de apoios de toda a ordem, que geram pobreza e uma angústia impossível de ser medida”.

“Precisamos sobretudo de uma proximidade humana, pessoal, que nem sempre as instituições podem fazer, porque têm um processo organizado de serviço”, afirmou.

Neste âmbito, deixou o desafio a todos os presentes para procurarem “criar formas novas de solidariedade”.

One Comment

  1. Berta Quental Prata says:

    A solidariedade deve começar com a Igreja, de dentro para fora, ouvindo o povo católico. É por isso que estou a pedir um gesto solidário da Sua parte para com os paroquianos de Cavernães. A Igreja deve ser o Exemplo da beleza interior e da dádiva.
    O povo de Cavernães busca o equilíbrio espiritual lutando pelo que deseja essencial para esse fim. Felizes com o seu pároco, querem mantê-lo, contra a vontade do Sr. Bispo. É, portanto, um momento de luta e de conquista. A voz dos paroquianos deve ser ouvida e entendida. De outra forma não se poderá compreender. O momento que o mundo atravessa é difícil, quase estagnável no cumprimento da Humanidade. A Igreja tem de ter uma postura adequada a estes tempos conturbados e ouvir os cristãos de todo o mundo e meia dúzia, em particular, nessa imensidão de gente que ainda tem Fé, acreditando em Cristo.
    Há muitos que não precisam de ir à Igreja para manter a Luz acesa do seu recanto. Há muitos outros, talvez muito mais, que precisam de participar da Eucaristia e de manter um contato próximo com o seu Pároco: na confissão, no desabafo informal e angustiante do dia-a-dia, na ajuda incondicional, na beleza da partilha de todos os momentos da vida, nascimento, casamento e morte.
    O nosso Padre mantém essa Chama acesa e de proximidade com cada um dos seus paroquianos. Um pedido é recebido com graça. Um diálogo é agraciado. Um gesto é o que muitos precisam para viver um pouco mais felizes.
    Com o Papa Francisco, o grande Mentor da Igreja católica, vestido de gestos humildes e palavras suaves, busca o equilíbrio do Homem e a bem aventurança. Nunca se viu um Papa tão próximo do seu Povo, homenageando-o e dando-lhe forças para continuar a caminhada, caminhando ao seu lado e partilhando cada ato de Fé. Não ouvi ao Papa Francisco pedir dinheiro para a Igreja! Vejo o Papa Francisco dar conselhos aos que prometeram um dia, através dos votos religiosos, viver na pobreza e em prol da Humanidade. O Sumo Pontífice lembrou há bem pouco tempo que os sacerdotes são ungidos para servir os pobres e os oprimidos, mostrando que o sacerdote deve viver para o povo como “um pastor com cheiro de ovelhas”.
    Há muitos que se dizem humildes e nada fazem para o provar. Uma Igreja sem o exemplo
    “Ser religioso significa pensar na transcendência da sociedade de forma tal que ela se torne uma sociedade justa, fraterna e honesta”.
    João Paulo II foi mestre em dialogar com todos os povos e nações. O que o Papa Francisco faz em suas atitudes e palavras é continuar este exercício de promover o diálogo e a comunhão, aproximando-se ainda mais do povo e daqueles que choram.
    O que faz o Sr. Bispo?! Eu, confesso, que não sei.
    Em todos os lugares aparecem pessoas com motivações superficiais, fazem pose, mas não têm coração. O Papa Francisco critica esta posição e refere que não se pode ver na Igreja qualquer forma de carreirismo e acrescenta que prefere bispos que não ambicionaram o episcopado. Prefere padres que estão na função porque foram chamados por Jesus e não buscaram prestígio social.

    “Fico doente quando vejo um padre ou uma irmã com um carro do último modelo. Não pode ser! O carro é necessário. Mas arranjem um carro humilde… E se gostam dos carros bons, pensem: quantas crianças morrem de fome. Só nisso!”
    (Papa Francisco na audiência a seminaristas, noviças e noviços, hoje no Vaticano)
    (Foto News.va)

    O que tem o Sr. Bispo a dizer sobre as palavras do Papa Francisco já que apresenta uma atitude totalmente contrária ao apostolado?!

    A Igreja precisa de renovação espiritual, de acreditar que a Vida e a Fé são possíveis.
    Berta Quental Prata (17/07/2013)

Leave a Reply

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

*

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Fica a saber como são processados os dados dos comentários.