“A nossa infância faz parte da nossa formação” (com som)

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Por que escreve para crianças?

Porque também sou mãe, tenho uma criança de 10 anos. É normal, quando temos filhos, contarmos histórias e ler histórias. Às vezes eles querem coisas diferentes e nós vamos inventando. Decorre, também, da vertente profissional, uma vez que sou professora.

Algum dos seus livros teve origem numa história que tenha inventado para o seu filho?

O “Dom polvo do fundo do mar” nasceu, justamente, daí, numa fase mais infantil, quando ele tinha cinco ou seis anos.

Já pensou escrever outros géneros?

Já escrevi outros géneros, mas não estão publicados. Tenho variadíssimas coisas escritas. O primeiro (livro para adultos) surgiu no ano passado, que é uma novela.

É professora do ensino secundário. Não se sente deslocada, ao escrever para crianças?

(Risos). Não escrevo só para crianças. Sou de letras. Este ano tive uma turma do 11.º ano e utilizei a história do “Dom polvo do fundo do mar” e histórias para adultos. Portanto, não me sinto minimamente deslocada.

As suas memórias de infância também são transportadas para os contos infantis?

De uma forma ou de outra, sim. Penso que a nossa infância transporta sempre estes anos todos, faz parte da nossa formação.

Como é que se consegue pôr as crianças a ler na era das séries televisivas, dos videojogos e da internet?

Aí também leem, mas é outra linguagem. É muito mais difícil (pôr as crianças a ler livros). Mas isso também tem a ver com a célula familiar que se perdeu com as novas tecnologias, daí também ser mais difícil. Mas, sim, é muito difícil pô-los a ler. Para ouvir histórias, não: sejam mais pequenos ou mais crescidos, todos eles gostam de ouvir histórias.

Por que é que já não se escrevem contos como os clássicos?

Não faço ideia. Mas se calhar passa também pela comunicação social, pelas editoras… Eu tenho três contos infantis que são muito na base do Hans Christian Andersen. Há três anos propus (a publicação) a umas editoras, mas a resposta foi a “chapa-quatro”.

Esta entrevista poder ser ouvida na íntegra na Foz do Mondego Rádio (99.1 FM) e em www.asbeiras.pt.

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