SDUQ leva-nos contra uma parede

Foto de Carlos Jorge Monteiro

Foto de Carlos Jorge Monteiro

O que espera desde processo de decisão que está prestes a ficar decidido?

Em primeiro lugar espero uma grande participação, que é fundamental. Há duas perguntas que têm de responder. A primeira é se aceitam constituir uma sociedade desportiva e temos a obrigação de o fazer se queremos continuar no futebol profissional. Para isto, pelo menos 10 por cento têm de marcar presença e, desses, dois terços têm de responder afirmativamente. Se tal não suceder, acabou o futebol na Académica…

E não há alternativa, porque isto tem de ficar decidido até ao final do mês de maio…

Com certeza, teria de se agilizar uma solução. Há quem diga que a lei se sobrepõe aos estatutos, que impõe a aprovação por dois terços dos sócios. Mas estou plenamente confiante que os sócios darão uma resposta forte e estarão presentes. Não ponho em causa que esses dois terços serão atingidos, como não ponho em causa que a escolha seja a da SAD. Até hoje, de todas as conversas que já tive com associados, não tenho dúvidas da sua escolha. Uma SAD, mas não uma qualquer. Nunca aceitaria uma SAD sujeita a tudo e a todos, não controlada. As nossas orientações são claras: incluir todos. Sócios, entidades e instituições, de Coimbra e não só, que sejam parceiros da Académica e que tenham também sido parceiros do CAC e da Secção de Futebol. CAC e Secção de Futebol fazem parte da nossa história e devem estar presentes. Depois, é essencial criar um sistema de gestão muito próprio. Com administração da Académica/OAF, onde estará o presidente do clube, mas em que haja um administrador proposto pelos acionistas minoritários. Nesse aspeto, estou muito satisfeito pela posição da direção-geral da Associação Académica de Coimbra, que mostrando abertura para qualquer uma das opções, dá sinais claros da preferência: quer estar presente na solução em que a posição da AAC seja forte. Isso só é possível na SAD que nós propomos.

Pode ser este o momento há tanto aguardado, de congregar Universidade, autarquia, direção-geral, etc.?

Pode ser um momento de junção. Por defeito, Coimbra é muito sujeita a pequenas “quintinhas”, que não gostam de trabalhar em conjunto. Isto só nos diminui. Somos egoístas, mesquinhos e diminuímo-nos a nós próprios. Quando temos tanto valor, isto não faz sentido. Este é, para mim, o momento ideal de nos juntarmos e de criar uma bandeira. Coimbra perdeu muita força. O presidente da DG-AAC dizia-me, há tempos, em conversa, que, com a ajuda do futsal do OAF, têm colhido resultados extraordinários. Mas sente que, se não fizermos nada, podemos ser ultrapassados pela Universidade do Minho, que joga com o emblema do Sp. Braga, apesar de ser a associação de estudantes que está por trás e de ser a reitoria da Universidade do Minho a pagar ao Sp. Braga para ter uma equipa na 1.ª Divisão. Isto é o contrário do que acontece aqui. Universidades como a do Minho, ou a da Beira Interior ou Aveiro o que dizem é: “São atletas e também estudantes? Então venham para cá!” Estão a fazer como as universidades americanas. Querem é ter estudantes-atletas para promover as universidades. A nossa universidade é muito importante, era uma das três mais importantes, mas agora é uma das 20. E nós queremos contrariar isto. Nós, Académica/OAF, nós SAD, nós AAC estudantes, queremos contrariar isto. Queremos trazer para cá os melhores espetáculos desportivos, queremos que haja massa crítica para que, nas diversas secções, haja um desporto universitário e profissional de qualidade e estamos disponíveis para tudo. Já disse, inclusivamente, várias vezes, ao presidente da DG/AAC, que queremos ter uma ligação forte com a Secção de Futebol. Não nos importamos nada que haja juniores, juvenis, iniciados, infantis e escolas na secção de futebol. Tem de haver é união e amizade. Não pode é haver ninguém a dizer que é herdeiro do que quer que seja. Aqui não há herdeiros nem monarquias. Para mim, quanto mais crianças e jovens disputarem competições com a camisola da Académica mais orgulho tenho. Que não haja é disputas e inimizades, mas que é capacidade de juntar para fazer alguma coisa importante. Temos de ter bandeiras, como a universidade, os hospitais e todo o desporto universitário de qualidade que está a aparecer. Já não temos capacidade para disputar competições profissionais como antes tínhamos em todas as modalidades. Mas, em termos universitários, temo-las. E temos pessoas que, na canoagem, no judo ou noutras modalidades conseguem excelentes resultados. O que nos aconteceria se essas pessoas fossem para o Minho, Aveiro ou Beira Interior? Ficávamos mais pobres e isso não quero, nem a direção-geral da Académica quer.

Tem recebido aceitação e vontade dos vários parceiros identificados de fazer parte deste novo modelo de gestão?

Grande aceitação dos sócios e das entidades. Da AAC, do politécnico, abertura que é o essencial da reitoria da Universidade de Coimbra e da Câmara de Coimbra. Das casas da Académica, da Associação dos Antigos Estudantes, dos parceiros institucionais e de toda a gente. Mas aquilo que é essencial é mostrarmos que estamos reconhecidos a todos. As primeiras ações, com valor simbólico, devem ser entregues pela Académica a esses parceiros e aos nossos sócios que pretendemos acionistas, porque é a melhor forma de dizermos que estamos agradecidos a todos os que estão connosco e porque queremos construir o futuro do futebol profissional.

E que permanece na Académica/OAF?

As nossas modalidades amadoras vão continuar no OAF, que não desaparece, e o clube vai ficar dono de tudo o que é propriedade da Académica: Academia, Still Is, pavilhão… isso fica tudo na Académica. Mas temos um potencial fantástico ao nível humano e da imagem de marca de Coimbra que temos de potenciar. Numa situação em que temos menos receitas e mais despesas, para podermos ter um futebol profissional de qualidade a margem diminui. Nos outros isso também está a acontecer. Mas devemos querer aproximar-nos dos outros.

Os últimos 10 anos foram uma década de ouro e vamos para a 12.ª época na 1.ª Divisão. Em 2002 estávamos num buraco tal que me ponho a pensar: se, em vez de um Regime Especial de Gestão, fossemos uma SDUQ, o que nos teria acontecido? Como estávamos em 2002 e como pode vir a estar, se for mal gerida, sucedia o seguinte: com os problemas financeiros que tinha, ia à falência e desaparecia. Teria a alternativa de aumentar o capital, mas, se não havia dinheiro e tinha dívidas, sendo a quota do clube, como é que aumentaria o capital? Como terceira opção, constituiria uma SAD. Mas uma SAD com dívidas é a mesma posição que Portugal tem com a Troika. Ou seja, tem de fazer tudo o que lhe mandam. Aumentava capital, incorporando, com certeza, os accionistas e passava a ter uma posição de 10 por cento. Os sócios deixavam de mandar, as instituições não estariam presentes e ficava uma Académica SDUQ transformada em SAD, totalmente na mão dos credores. Acabaria a Académica tal como a conhecemos e como nós apresentamos aos associados nesta proposta.

Esta proposta de SAD apresentada pela direção garante que o controlo é sempre dos associados?

Algumas pessoas particularmente desonestas ao nível intelectual – porque não acredito que sejam ignorantes, patetas ou que não saibam os códigos – dizem que a SAD pode passar para as mãos deste ou daquele que compre as ações. Mas a SAD é constituída, em primeiro lugar, com as ações do clube que terá, na prática, 90 ou 90 e tal por cento das acções. Depois, pode haver aumentos de capital. E esses aumentos de capital só podem ser feitos com aceitação da assembleia-geral do clube e dos sócios-acionistas e parceiros-acionistas. É uma SAD onde é muito mais difícil as asneiras acontecerem. Vamos a exemplos. O Sporting, se fosse uma SDUQ, já tinha acabado. Deixou de ser dos sócios? Não! Os sócios do clube obrigaram a administração da SAD a demitir-se e a convocar eleições. Com os maus resultados desportivos e financeiros que teve, o Sporting SDUQ estaria limitado à falência ou então a uma SAD com 90 por cento dos credores. Na nossa SAD, temos duas almofadas: a da assembleia-geral e a dos sócios, parceiros e instituições, que evitam que os erros sejam cometidos.

Neste momento difícil da economia, que relevância pode ter a participação dessas entidades parceiras?

O que é importante, em primeiro lugar, é o capital humano. Numa administração profissional, com administradores nomeados por todas essas entidades, teremos mais condições de sucesso. Teremos mais condições para chegar à rede de antigos estudantes que está espalhada por Portugal e pelo mundo. Teremos, sobretudo, o envolvimento dessas entidades para lá chegar. Passamos a representar a Académica, a AAC, a Universidade e o Politécnico. Temos centenas de milhares de pessoas pelo mundo inteiro e temos de recuperar todas essas pessoas. É uma tarefa ciclópica, mas é um trabalho que tem de ser feito, se não vamos ficar pequeninos.

Essa união de esforços pode ajudar a encher o estádio?

Encher o estádio não é fácil e não há soluções milagrosas. Mesmo com o estádio aberto, com muito marketing e muita colaboração nunca vai ser fácil. Temos um estádio que foi bom para o Europeu, será bom para a seleção para alguma final, mas nunca será fácil para o dia-a-dia. Para termos um estádio bem composto, temos de fazer algumas alterações para diminuir a capacidade e dar-lhe conforto. Torná-lo mais atraente para quem assiste ao jogo. Mesmo com 10 mil pessoas no estádio, ele continua vazio. E, se tivermos a sensação de que está bem composto, cria-se um bom ambiente e no jogo seguinte vem mais gente.

Uma solução para a próxima temporada?

Não será fácil, mas vamos tentar, já para a próxima temporada, fazer ali uma pequena correção estratégica para ver se temos mais gente. E, sobretudo, envolver a AAC, que pretende ter uma bancada para os estudantes, o que vemos com muito bons olhos.

Acredita que a SAD será a escolha dos sócios. Se assim não for, já o disse, haverá consequências. O que queria dizer com isto?

Os sócios têm de confiar no trabalho da direção e julgo que confiam. Confiaram nas eleições e confiam, pelo que ouço dos associados comuns. Não falo dos aspirantes a nobreza, que pensam que a Académica é dirigida de fora para dentro.

O nosso trabalho está aí para o provar. Desde finais de 2002 até agora, conseguimos sempre a manutenção na Liga, com uma posição média do 12.º lugar – se os campeonatos fossem sempre de 16 equipas – que não é diferente daquela que foi conseguida nos 70 anos anteriores, que é de 11,4. E isto já inclui aqueles fantásticos anos 60.

A Académica, em termos desportivos, chegou a duas meias-finais e uma final, conquistando a Taça de Portugal. Por isso, a década em que estou presente como presidente, é comummente aceite como década de ouro.

Ganhámos três vezes ao Benfica no Estádio da Luz (uma delas por 3-0); ganhámos por três vezes ao Sporting em Lisboa (uma delas que nos deu a Taça), ganhámos 3-0 ao FC Porto aqui em Coimbra, disputámos a Liga Europa com uma classificação final da fase de grupos que honrou a Académica e, apesar da nossa inexperiência; ganhámos ao Atl. Madrid por 2-0, o que é aceite por todos como o melhor resultado internacional de sempre na história da Académica. Foi um resultado que fica para a história, mas que espero que se repita.

Só desejo a quem me vier a substituir que tenha mais sucesso a todos os níveis: desportivos, sociais, culturais, financeiros, de infraestruturas, etc. É assim que vejo a Académica. A Académica tem de ser sempre melhor. Se vier alguém que consiga melhores resultados só poderei ficar contente.

Depois de uma década de resultados desportivos notáveis, em que construímos a Academia, em que adquirimos a sede dos Arcos de Jardim e em que fazemos a gestão do estádio (único municipal que não dá prejuízo à autarquia), os sócios têm de confiar em nós.

Têm de confiar numa direção e num presidente que é só da Académica. Um presidente que, durante 10 anos e meio, pôs a Académica à frente de tudo, sobretudo dele próprio: em termos financeiros, profissionais, pessoais, sociais e familiares.

Se constituirmos uma SDUQ vamos por um caminho que desemboca numa parede: ou nos extinguimos ou nos vamos transformar numa SAD, se tivermos dívidas, à mercê de todos os credores.

Os que defendem a SDUQ dizem, de uma forma absolutamente irresponsável e que mostra que não são corajosos dizem: “queremos a SDUQ, mas vocês deixem-se ai estar. Gerem muito bem isso, deixem-se aí estar”. Isto é o suprassumo da incoerência!

Está, portanto, fora de questão, com uma SDUQ eleita, continuar à frente da Académica?

Está fora de questão não convocar imediatamente uma assembleia-geral para explicar as coisas aos associados e por as coisas em pratos limpos.

Uma das acusações que lhe têm feito nos últimos dias é que, indo a SAD a votação, já se deveriam conhecer os sócios fundadores. Como responde a isto?

Isso é uma questão absolutamente marginal. Não queremos ter cinco accionistas, queremos é ter mais. Isso é uma questão menor e demonstra a menoridade das pessoas que defendem a SDUQ.

As pessoas que defender a SDUQ começaram por dar exemplos SAD de má gestão. E nós não somos exemplos de má gestão. Nós, Moreirense, Paços de Ferreira, Arouca e mais dois ou três clubes somos os únicos exemplos em Portugal de boa gestão.

Esquecem-se é de perguntar o que seria se todos aqueles clubes que hoje são SAD fossem SDUQ. Ou já teriam desaparecido ou não seriam competitivos.

Imagine-se o que seria um Benfica SDUQ, ou um FC Porto SDUQ. Alguém imagina que eram capazes de ter argumentos para competir com outros clubes europeus?

E os menos poderosos? O que teria acontecido ao Beira-Mar, à Naval, ao U. Leiria se fossem SDUQ? Já teriam desaparecido há mais tempo! Porque acumulam dívidas de má gestão.

Como SAD conseguem ter algumas almofadas. Como SDUQ já teriam desaparecido, porque ninguém os conseguia ajudar.

Mas há mais acusações…

Houve também outro argumento mesquinho, vil e cobarde, de dizerem que eu pretendia transformar créditos em ações e, portanto, dominar o clube.

É um argumento mesquinho, vil e cobarde, porque não são capazes de mo dizer. Nem numa assembleia-geral, nem numa reunião. Só o dizem uns aos outros e insinuam, perante alguns sócios, que isso pode acontecer. É de uma cobardia imensa.

Mas, como não sou cobarde, olhos nos olhos com os sócios, de forma clara, quando apresentei a proposta de direção para a SAD, disse sob compromisso de honra – e eu só tenho uma palavra ao contrário dessa gente cobarde que voga ao sabor das marés –, que não quero mais ações da SAD que a média dos sócios. Quero uma pequena participação, se for essa a vontade dos sócios e nunca por nunca converterei a dívida da Académica para comigo em ações.

Portanto, não há nenhuma vontade de querer dominar uma SAD e é bom que isso se diga.

E o argumento da quota?

Há uns assessores do governo que são sócios da Académica e que foram ter com o ex-ministro Relvas, o secretário de Estado, tentando que houvesse uma alteração ao decreto-lei, dizendo que a quota, para além de única e intransmissível, fosse impenhorável. Mas levaram sopa, como se costuma dizer.

Foi-lhes dito de forma clara que isso nunca seria colocado porque ai os direitos dos credores seriam violados. Era tão fácil fazer essa alteraçãozinha e ficava tudo esclarecido. Mas parece que não é bem assim.

Perderam essa batalha, o que deixa a SDUQ muito mais frágil, porque, aí, eles não penhoram apenas um bem. Se a Académica tivesse dívidas, iam penhorar, em primeiro lugar, o que ia custar mais, a quota do clube. Mas, como penhorar a quota não chega, penhoram também as receitas de bilheteira, as quotas dos sócios, os bens do clube e condicionam a gestão.

Há empresas que, por vezes, não podem liquidar uma determinada verba e depois veem as contas bancárias e receitas de várias entidades para com elas ficarem perfeitamente alocadas e ficarem sufocadas. Uma dívida de 10 ou 20 mil euros, por via dessa alocação, transforma-se numa dívida de 150 que pode ficar dois ou três anos até ser resolvida.

Isso é o que uma SDUQ dá. E é isso que não se pretende.

A SAD também conserva o espírito e as matrizes da Académica?

O espírito e a essência da Académica é representado pelos seus sócios, que são o grande valor do clube. E, na Académica, não há sócios de primeira, nem de segunda.

Não há sócios que são a nobreza nem sócios que são o povo. Com esta direção e comigo, todos e cada sócio tem o mesmo valor e qualidade. E muito menos aceito que haja pretensos guardiões da fé e do império que digam que sabem o que é melhor e pior para a Académica.

Não esqueço o que ouvi de anteriores órgãos diretivos, meus assessores, sobre a forma como a Académica era dirigida de fora para dentro. Sobre as dificuldades que cada direção tinha por via dessas pessoas que não querem ter responsabilidades mas querem mandar por fora. Querem condicionar as direções, os treinadores – ainda me lembro de treinadores que foram postos na rua porque não entravam nas graças de determinadas pessoas -, dos jogadores, ou de quem quer que seja.

Essas pessoas, que são, de facto, os defensores da SDUQ, nos últimos 10 anos, desabituaram-se disso. E não podemos retroceder.

A Académica nunca mais pode ser gerida de fora para dentro. Comigo e com os sócios isto não volta a acontecer.

Nos últimos 30 anos a Académica esteve 16 na 2.ª Divisão. E isso decorre, em grande parte, da forma como estas pessoas condicionaram a acção de quem dirigia.

Se há uma diferença as pessoas têm de pensar porque é que isso aconteceu. Gerimos bem e tivemos capacidade para enfrentar essas dificuldades, decorrentes da mania de mandar de fora para dentro e sem se responsabilizar.

Finalmente, eu que sou só da Académica, não gosto de ver sócios que são confessos simpatizantes de outros clubes e que fazem negócios com academias de outros clubes para os trazer para Coimbra.

Essa gente é que é 100 por cento Briosa? É essa gente que diz que com a SDUQ é que a Académica vai continuar a ser 100 por cento Académica? São pessoas bipolares, porque dizem uma coisa e praticam outra.

Em suma, acredita na escolha dos sócios…

Os sócios confiam e vão continuar a confiar. Porque têm razões para isso e porque sabem que este presidente e esta direção pretendem o melhor para a Académica.

Se fui capaz de pôr sempre a Académica à frente dos meus interesses e hoje proponho esta solução é porque, depois de tirar a Académica do buraco e ter esta época de ouro, não gostaria de ver uma Académica a esvanecer e a tornar-se depois numa qualquer coisa que já nem seria dos sócios, nem dos adeptos, nem das entidades.

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