Opinião – Os Cavaleiros do Graal

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ANTONIO MENANOAntónio Augusto Menano

Frequentávamos todo o Colégio Academia Figueirense, em comum o gostarmos de ler, uns mais do que os outros, livros policiais, de aventuras, banda desenhada e outros géneros próprios da adolescência, e a nossa amizade ia-nos proporcionar juntarmo-nos num grupo, ao qual demos o nome de “Cavaleiros do Graal”, que passou a ter uma sede, na rua Direita do Monte, numa casa do quintal da residência do Fernando Pessoa.

E todos contribuímos para a “ nossa” biblioteca, juntámos esforços e fizemos um jornal, as mais das vezes datilografado, onde íamos escrevendo e publicando tentativas variadas, contos, poemas, crónicas.

Neste tempo em que ouço na TV que o livro vai desaparecendo e a leitura e a escrita se resumem a mensagens de telemóveis e emails, aqui escrevo os nomes: Abel Rocha Neves, Carlos António Andrade Cação, José Eduardo Couto Nunes da Silva, Mário Moniz Santos, Zulmindo Gomes Pinto, Fernando Pessoa, o autor destas linhas.

Terá havido outros menos assíduos. O nosso jornal guardou-o o Mário Moniz e estará hoje entre as suas “coisas”, que doou à Sociedade Figueira – Praia. Éramos diferentes, P.P.M., P.T., P.S.D., F.N.L.A., P.C.P no pós 25 de Abril. Mas gostávamos de ler e tínhamos tido professores que nos motivaram. A nossa passagem do grupo à massa não apagou, quase sempre, o gosto pela cultura.

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