Opinião – Fomos Figueira

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RUI CURADO DA SILVA

Rui Curado da Silva

A coligação PSD-CDS apresenta-se às autárquicas sob o lema: “Somos Figueira”. No entanto, a questão fundamental associada à candidatura liderada pelo PSD levanta-se quando conjugamos o verbo no passado: fomos Figueira.

O que foi o passado da governação autárquica do PSD? Um desastre. Cerca de 80 milhões de euros de dívidas que pesam e pesarão aos munícipes durante mais de uma década – as faturas dessa época continuam a chegar. Muito betão ao abandono ou esparsamente ocupado (Galante e Foz Village). Fiascos como o Oásis ou a Figueira Grande Turismo. Diversos processos em tribunal associados a práticas muito graves, como a compra e venda de um terreno do Galante no mesmo dia que rendeu mais de um milhão de euros a um grupo de sanguessugas.

O ex-vereador do PSD, Paulo Pereira Coelho, fugiu para Angola. Excesso de licenciamento de grandes superfícies comerciais que cilindraram o comércio tradicional. Felizmente travou-se a construção de campos de golfe cujo único propósito era inflacionar os preços das urbanizações previstas nos projetos.

O esquema do golfe foi a aldrabice da moda na última década, no entanto Santana Lopes insistiu no golfe em almoço recente bem frequentado por elementos desta candidatura do PSD.

Dos executivos PSD, ainda hoje há munícipes que aguardam pagamentos, outros com as suas economias empatadas e outros há que não resistiram à falência e ao desemprego. A candidatura do PSD valida ou rejeita este passado? O que não pode é fingir que não aconteceu.

 

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