Opinião – Cheguem-se à frente

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ANTONIO JORGE PEDROSAAntónio Jorge Pedrosa

Vivia num monte, um velho com o seu neto. Certo dia, o velho resolveu descer ao povoado com o seu neto, no seu burro. Seguiam a pé, com o velho à frente seguido do burro e atrás o neto. Ao passarem por uma povoação, foram criticados pelos que observavam a sua passagem: – Que patetas, ali com um burro e vão a pé.

De imediato, o velho disse ao neto que montasse no burro. Um pouco mais adiante, passaram junto a um grupo de pessoas que logo opinaram: – O garoto forte vai montado no burro e o velho, coitado, é que vai a pé. Então, o velho mandou apear o neto e montou ele no burro. Andaram mais uns metros, até que encontraram novo grupo de pessoas e, uma vez mais, foram criticados: – A pobre criança a pé e ele repimpado no burro. O velho ordenou então ao neto: – Sobe rapaz, seguimos os dois montados no burro. O rapaz obedeceu e continuaram a viagem.

Mas um pouco mais adiante, a população enfrentou-os com indignação: – Apeiem-se homens cruéis. Querem matar o burrinho? Começa a ser recorrente partilhar convosco algumas destas histórias populares. Mas a verdade é que nunca fez tanto sentido recorrer à sabedoria popular, para analisar a vida política figueirense. E se os principais partidos políticos têm sido férteis em acontecimentos que inspiram estes relatos, a história recente da Figueira 100%, leva-nos para este conto.

Não há nada que os independentes façam, que não seja alvo da crítica fácil pelos grandes estrategas da política local. Está na hora de vos dizer: Cheguem-se à frente!

 

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