Opinião – Candidatura da UC: uma candidatura da Região Centro

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HELDER RODRIGUES

Hélder Rodrigues

1. Candidatura da Universidade de Coimbra (UC) ao encontro do País real

Depois de duas semanas no Forum Coimbra, a Exposição Itinerante da Candidatura da UC iniciou o seu road-show, com a duração de dois meses, por terras de Portugal. E a escolha foi acertada. Começou por Viseu, cidade irmã de Coimbra ao longo de mais de sete séculos de História. Duas cidades que estiveram sempre lado a lado, nos momentos decisivos da Historia. Desde Viriato, Afonso Henriques, S. Teotónio, D. Duarte e D. Pedro, Hilário e Aristides de Sousa Mendes.

A exposição esteve em Viseu de 23 de Abril a 5 de Maio. Reforçar os laços culturais e sociais entre a UC e as duas cidades no âmbito da Região Centro foi o seu objectivo global. Mas não se ficou por aqui. Durante a exposição houve um dia especial, que por acaso foi o dia 1 de Maio. E nesse dia especial houve Fado de Coimbra e uma Tertúlia específica para dar a conhecer a candidatura e debater questões importantes que o seu sucesso pode trazer para o desenvolvimento das duas cidades e da Região Centro.

Tomar conhecimento do Património nacional e da sua dimensão material e imaterial com o bem candidato, desenvolve o sentimento de pertença e da cidadania activa absolutamente fundamentais em questões desta natureza. E esse foi outro objectivo complementar.

2.Uma candidatura da Região Centro

O tema da tertúlia realizada é esclarecedor e não precisa de mais explicações; “Candidatura da Universidade de Coimbra. Uma Candidatura da Região Centro”. Na mesa como oradores principais o Dr. Fernando Ruas (presidente da CMV), Profª Clara Almeida Santos (vice-reitora da Universidade de Coimbra e a face visível da candidatura), Dr. Adriano Azevedo (vice-presidente do Turismo do Centro), Dr.ª Isabel Moreira e Prof. Eugénio Leite (representantes do Lions Clube de Portugal). O Grupo de Fados da AAC “O Canto da Noite” começou o evento estabelecendo desde logo perante a vasta assistência, um clima coimbrão que a todos encantou. A tertúlia decorreu animada, num ambiente de grande solidariedade e afecto entre os representantes das duas cidades irmãs.

3. As perspetivas da Universidade de Coimbra

A Prof.ª Clara Almeida Santos explicou as razões da candidatura, esclarecendo, no seu tom apaixonado, que a UC já é, por aquilo que fez ao longo da História Património Mundial da Humanidade. Agora só falta a chancela oficial que reforce a sua posição nos roteiros mundiais culturais e turísticos. E continuou dizendo que a candidatura mais do que ser da UC ou da cidade de Coimbra é uma candidatura nacional e de todo o mundo lusófono. Que os especialistas da Unesco que têm visitado Coimbra têm ficado agradavelmente surpreendidos com a UC e com a própria cidade que irradia beleza, cultura e prestígio. Uma Coimbra que tem todas as potencialidades para ser uma cidade de excelência e que a candidatura vai ajudar a realizar e projectar. E finalmente que a decisão final acontecerá no Camboja, na 2ª quinzena de Junho, e só então se saberá o resultado. Todavia, embora as perspectivas sejam favoráveis, é muito bom e muito positivo verificar desde já todo este levantamento de cidadania que se está a verificar em torno da Universidade de Coimbra, ao fim e ao cabo, uma universidade de todos nós.

4. As próximas crónicas

Depois intervieram os representantes do Lions Clube, que estão activamente a colaborar com a UC desde que a candidatura foi enviada para a Unesco no início do ano passado. Falaram o representante do Turismo Centro de Portugal e o Presidente da Câmara Municipal de Viseu. Devido à importância das suas afirmações para a união e a vida das duas cidades, quer para a dinâmica da Região Centro, não as posso deixar de vir aqui referir. Mas devido à exiguidade do espaço concedido tenho que as deixar para as crónicas seguintes.

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