Opinião – Candidatura da UC esteve no Algarve

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HELDER RODRIGUESHélder Rodrigues

1 – Depois de Viseu a estadia no Algarve

Depois da estadia em Viseu, que descrevemos em crónicas anteriores, a exposição itinerante da UC foi até ao Algarve, mais propriamente até Faro.

E se a ida a Viseu tinha uma lógica inquestionável, claramente traduzível no tema da tertúlia ali realizada “Candidatura da UC. Uma Candidatura da Região Centro”, já a ida ao Algarve, logo de seguida, terá que ter uma explicação introdutória para muitos dos nossos leitores, menos familiarizados com as raízes históricas.

Até porque Coimbra, ao contrário das cidades portuguesas mais activas, divulga pouco os seus nobres pergaminhos. Talvez se o fizesse, Coimbra seria uma das mais conceituadas e prestigiadas cidades da Europa.

 

2 – A UC e o Algarve na Era dos Descobrimentos

A Candidatura da UC foi ao Algarve porque: um dos critérios em que assenta tem a ver com o papel fundamental que a UC teve, como centro de produção e transmissão de saber, nos Descobrimentos, quer na sua génese ( através dos seus viajantes, investigadores, cientistas) quer na construção do Imperio português de além mar (através das suas elites).

E tendo sido o Algarve o ponto de partida para essa época brilhante da nossa História (com D. Henrique, Sagres, navegadores e artífices), é óbvia essa profunda interligação entre o conhecimento que estava em Coimbra e a capacidade de realização que estava sediado em terras algarvias.

Por isso, o tema da Tertúlia realizada foi. “A Universidade de Coimbra e o Algarve na Era dos Descobrimentos”.

Um tema oportuno e importante. Um tema susceptível de lançar muitas questões e esclarecimentos não só sob o ponto de vista histórico, mas também no perspectivar o futuro do país e da sociedade em que vivemos.

 

3 – A caminho do Algarve

A comitiva partiu de Coimbra em direcção a Faro, com o objectivo de reforçar “um bocadinho” os laços culturais e sociais entre Coimbra, a sua Universidade, Faro e Algarve, numa altura em que decorre a Candidatura a Património Mundial da Humanidade.

A comitiva partiu consciente da responsabilidade da sua Missão, que era ir desenvolver esta temática numa região tão voltada para o Sol e para o turismo. Mas levava na bagagem, como sempre, a esperança de que a sua mensagem ( por ser nobre e ser verídica) iria motivar o bom povo algarvio.

Podemos desde já adiantar, que a comitiva regressou a Coimbra cansada mas feliz. A jornada foi um êxito, os objectivos foram plenamente atingidos. Ficamos com a certeza que os algarvios se sentiram “um bocadinho” mais próximos de Coimbra e da sua Universidade.

E à despedida, todos , em uníssono, desejaram um êxito para a candidatura que ficaram a sentir como também sendo “um bocadinho deles. Um bocadinho do Algarve”

 

4 – A sessão começou com o fado de Coimbra

O Fórum Algarve estava repleto de gente interessada, a maioria do Algarve, mas alguns idos expressamente de Coimbra. Encontrámos também muita gente da Região de Coimbra (alguns deles antigos estudantes) a viver no Algarve, que não faltaram à chamada. E esse facto deu-nos uma alegria muito especial!

A sessão começou com Fado de Coimbra. Uma mistura de guitarrista do Algarve, viola de Coimbra, cantor de Coimbra (Willy Oliveira, que no dia seguinte tinha exames, mas não quis faltar à chamada).

E, quando a terminar a parte musical, todos cantaram a plenos pulmões pelo Fórum Algarve fora. “Coimbra tem mais encanto….” , estavam todos rendidos aos encantos de Coimbra e à justeza da candidatura da sua Universidade.

Ia começar a tertúlia, que relataremos na próxima crónica

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