Freitas do Amaral arrasa Governo na Figueira da Foz

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Freitas do Amaral arrasa Governo na Figueira da Foz

 

“Em circunstâncias normais, o Presidente da República já devia ter mandado o Governo para as urtigas”. Quem o disse foi Freitas do Amaral, na Figueira da Foz.

 

“Toda agente sabe” que (Cavaco Silva) não gosta de Pedro Passos Coelho e que não nutre respeito por ele, acrescentou.

Mas como a conjuntura é atípica, o fundador do CDS aconselha que se espere pelo resultado das eleições legislativas da Alemanha. Este é o país que, no seu entender, está comandar a política económica europeia. “Estamos todos (europeus) a morrer aos bocados”, por causa da Alemanha, acentuou.

“Era bem-feito que a Alemanha entrasse em recessão e que Angela Merkel perdesse as eleições ou, pelo menos, que as não ganhasse com maioria absoluta”, enfatizou.

Se Angela Merkel continuar a ditar as políticas europeias com os resultados recessivos que se verificam, Freitas do Amaral acredita que os países da Zona Euro podem vir a fazer um “ultimato económico” à Alemanha, advertindo-a que, se esta não mudar de rumo, abandonam a moeda única e fecham as portas às exportações alemãs.

Acerca do Governo de coligação PSD/CDS, Freitas do Amaral disse ainda que tem “competência a menos e insensatez a mais”.

Diogo Freitas do Amaral arrasou a atuação do Governo, não deixando no entanto de realçar que estava a fazer um bom trabalho, até “estatelar-se com a Taxa Social Única (TSU), em setembro de 2012. A propósito, disse: “pôr os trabalhadores a contribuírem para os patrões é uma coisa que não lembra nem ao diabo”.

A partir do anúncio da mexida na TSU, que não vingou, o Governo, “de repente, estatelou-se e cada cavadela sua minhoca”, frisou Freitas do Amaral. Concluindo, que “o Governo começou bem mas vai acabar mal”. E “o orçamento retificativo vai ser outra tourada”, anteviu Freitas do Amaral.

Sobre a falta de sintonia entre Passos Coelho e o companheiro de coligação Paulo Portas, advogou que “a luta de galos não é boa para o país”. Neste particular, preconizou que compete ao primeiro-ministro garantir estabilidade no seio do Governo.

A experiência de Freitas do Amaral no Governo de José Sócrates não podia ter acabado pior. Aliás, as relações deterioram-se tanto, que, adiantou, só escreverá sobre o antigo primeiro-ministro socialista “quando já não tiver uma ponta de raiva por ele”. Mas, prometeu: “quando escrever, não vou fazer ataques pessoais”.

Diogo Freitas do Amaral falava nas 5ªs de Leitura, sessões com autores promovidas pela Divisão da Cultura da Câmara da Figueira da Foz. A sessão foi moderada pelo presidente do município, João Ataíde.

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