Eu, deputado – Europa

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SERPA OLIVASerpa Oliva

Neste dia da Europa – 9 de maio –, convém não esquecermos a história. A perspetiva é importante em política, porque não se chega ao atual estado da União sem um sinuoso caminho percorrido. A razão principal da integração europeia chama-se convivência pacífica entre Estados. Isto foi conseguido com uma vontade política singular na história europeia, mas também com grandes lideranças, convergência partidária, vínculos diplomáticos fortes, geração de riqueza e sistemas sociais protetores dos mais fracos. Aprofundar o quadro de convivência foi o passo seguinte levado a cabo na integração europeia. Alargar a países que precisavam dela para reforçar as suas transições para a democracia, tanto no Sul como no Leste europeu, desenhar uma dinâmica comunitária capaz de melhorar as políticas públicas num quadro de globalização competitiva e acomodar a reunificação alemã através da entrada em vigor de uma moeda única. Hoje, e perante uma crise europeia da dívida, pública e privada, e da legitimidade democrática – a União tenta percorrer um caminho de pequenos passos com vista a corrigir uma arquitetura financeira que, além de ineficiente, gera desequilíbrios económicos brutais, com consequências políticas graves. É exatamente este o momento europeu. De correção das anomalias, de redefinição das políticas comuns, de tiro de partida para uma fase que se quer mais económica e menos financeira, mais democrática e menos tecnocrática, mais solidária e menos arbitrária, mais coesa e menos faccionada. Celebrar o Dia da Europa é evocar um caminho. Um percurso que nenhum democrata quer trocar por algo que desconhece. Um rumo político que se opôs com sucesso à destruição e à barbárie. Por isto, devemos e temos todos de trabalhar para melhorar esta União.

Deputado CDS-PP

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