Banca com menos 340 trabalhadores no 1.º trimestre e a acelerar saídas

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Os principais bancos reduziram em cerca de 340 o número de trabalhadores no primeiro trimestre, mas os cortes vão acelerar ao longo do ano, justificados com a queda do negócio e as imposições de Bruxelas.

O BCP, que terminou 2012 com menos 977 trabalhadores em Portugal (dos quais 626 através do programa de rescisões amigáveis), deverá reduzir este ano o número de trabalhadores em cerca de 250.

No primeiro trimestre, período que o banco liderado por Nuno Amado fechou com 152 milhões de euros de prejuízos, estes reduziram-se em 28 face ao final do ano.

Também o BES cortou 28 trabalhadores no primeiro trimestre, um processo que vai acelerar ao longo do ano. O presidente do banco, Ricardo Salgado, já disse que até dezembro quer que saiam 200 trabalhadores, sendo 100 através de rescisões amigáveis. Esta é uma das medidas para reduzir os custos do banco, que entre janeiro e março teve prejuízos de 62 milhões de euros. Em 2012, o BES perdeu 136 trabalhadores.

Na Caixa Geral de Depósitos, saíram 133 trabalhadores no primeiro trimestre. No acumulado até 2017, o banco público tem a intenção de cortar 700 funcionários.

O BPI, de onde saíram 258 trabalhadores em 2012 e 22 já no primeiro trimestre deste ano, também deverá seguir um caminho semelhante, sobretudo através de um programa de pré-reformas, apesar de não serem conhecidos números concretos.

No Santander Totta, de onde saíram 110 trabalhadores em 2012, a intenção é que saiam mais 90 este ano. No primeiro trimestre, as saídas envolveram 43 trabalhadores.

Também o Barclays vai cortar pelo menos 350 trabalhadores, depois de o programa de rescisões previsto para este ano ter tido a adesão de mais de 400 pessoas, e o Banif continuará o processo de emagrecimento da sua estrutura após mais de 500 trabalhadores terem saído em 2012. Em março, o banco liderado por Jorge Tomé tinha menos 86 colaboradores do que no final do ano passado.

As equipas que gerem estes bancos justificam as saídas de trabalhadores com a necessidade de adaptar as estruturas dos bancos à queda do negócio e, no caso dos bancos que receberam dinheiro do Estado (BCP, BPI, CGD e Banif), às imposições de Bruxelas que irão constar dos planos de reestruturação (que definirão a estratégia de cada banco até 2017).

Em 2012, mais de 1.500 funcionários saíram dos principais bancos a operar em Portugal (BCP, BES, BPI, CGD e Santander Totta) a que se somaram mais de 500 no Banif, 200 do Barclays e 99 do BIC (que dispensou estes trabalhadores que pertenciam ao ex-BPN).

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