Onze mil professores em risco de colocação a centenas de quilómetros

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Reduzir o número de Quadros de Zona Pedagógica de 23 para sete, a partir do próximo ano letivo, é a proposta do Ministério da Educação e Ciência (MEC) apresentada hoje, quarta-feira, aos sindicatos de professores.

De acordo com o mapa distribuído em anexo à proposta de redução dos Quadros de Zona Pedagógica (QZP), o território português, para efeitos de concursos de colocação de professores, fica dividido, de forma simplista, em sete faixas horizontais correspondentes a sete grandes regiões.

Os professores dos quadros do MEC, adstritos a um determinado QZP, mas que não são efetivos em nenhuma escola, concorrem, a cada novo concurso, às escolas do QZP a que pertencem.

Com este redimensionamento geográfico, um professor que até agora estivesse ligado a um QZP da região de Coimbra, por exemplo na Figueira da Foz, pode – se a proposta se concretizar – vir a ser colocado no próximo ano letivo numa escola de Castelo Branco (Distritos de Coimbra, Castelo Branco e Norte do Distrito de Leiria), o que resulta numa deslocação de centenas de quilómetros face ao que acontecia até agora.

Mário Nogueira, secretário-geral da Federação Nacional de Professores (Fenprof), acusou o MEC de estar “a tentar resolver os problemas que criou, à custa da instabilidade dos professores”, recordando que há, em todo o país, cerca de 11 mil professores em QZP.

Em declarações à Lusa, o sindicalista disse que o ministério está a tentar colocar os professores com “horário zero”, que ficaram nessa situação “por culpa do MEC”, depois de terem sido tomadas medidas como a criação de mega-agrupamentos, que resultaram numa redução de professores colocados e com turmas atribuídas.

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