Manuel Antunes defende reutilização de dispositivos

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O cirurgião cardiotorácico Manuel Antunes afirmou, em Coimbra, que um grande número de dispositivos médicos de uso único, como os “pacemakers”, poderiam ser reutilizados, com segurança para o doente e poupança nas despesas da saúde.

Manuel Antunes, diretor do Centro de Cirurgia Cardiotorácica dos Hospitais da Universidade de Coimbra (HUC-CHUC), foi um dos oradores no simpósio “(Re)utilização de dispositivos médicos”, que decorreu recentemente no auditório do Hospital Pediátrico de Coimbra (HPC-CHUC), por iniciativa da Associação Portuguesa de Infecção Hospitalar (APIH).

No domínio da cirurgia cardiotorácica, “há um grande número de dispositivos de uso único que poderiam ser reutilizados”, disse o cirurgião à Lusa. Exemplificou com pequenas cânulas, que custam cinco euros, e com ressincronizadores/desfibrilhadores/ ”pacemakers”, que custam cerca de 35 mil euros. “Perdemos mais doentes por não ter acesso ao dispositivo, porque é caro, do que perderíamos com a sua reutilização”, considerou, referindo que a reutilização de “pacemakers” é feita na Alemanha e nos EUA, após o reprocessamento dos dispositivos.

Gilberto Vicente, da comissão de controlo da infecção hospitalar dos HUC-CHUC, afirmou, que as decisões sobre a reutilização de dispositivos médicos devem basear-se na evolução científica. Também Maria Francelina Lopes, cirurgiã do HPC-CHUC, considerou que a reutilização de dispositivos médicos “é desejável, ecológica e segura. Temos de preparar políticas nacionais de reprocessamento [destes dispositivos]”, preconizou.

O presidente da APIH, Abraão Ribeiro, defendeu a regulamentação neste domínio, manifestando a disponibilidade da associação em “colaborar para reduzir custos do SNS e melhorar as práticas, em benefício dos doentes e profissionais”.

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