Autarcas da Águas do Mondego debatem integração da empresa na Águas de Portugal

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Os presidentes das 13 câmaras que integram a Águas do Mondego (AdM) vão reunir-se na quarta-feira, em Coimbra, para debaterem a possibilidade de integração desta empresa na Águas de Portugal (AdP).

Na reunião será discutida, além da hipótese de integração, a intenção da administração da AdM aumentar o preço da água e a taxa de saneamento, disse, à agência Lusa, o presidente da Câmara de Coimbra, João Paulo Barbosa de Melo.

“Não tem qualquer sentido avançar com qualquer fusão” da AdM com a Adp, sustentou o autarca, justificando: “se isso vier a acontecer, acabamos todos a pagar o dobro do preço da água”.

É necessário, defendeu João Paulo Barbosa de Melo, “fazer com que o preço [da água] seja contido, sobretudo numa época tão difícil para os cidadãos”, como a atual.

Mas “vamos discutir todos os cenários”, acrescentou.

As câmaras que integram a AdM consideraram, em 11 de outubro, “muito estranha” a proposta da administração da empresa no sentido de “aumentar em cerca de 2% o preço da água” e 11% a taxa de saneamento.

A AdM “tem as contas relativamente equilibradas, não precisa de subir os preços”, sobretudo “numa altura de grandes dificuldades para as famílias”, afirmou, então, à Lusa, o presidente da Câmara de Coimbra.

“Subir os preços desta maneira”, particularmente em relação ao saneamento, “é para aumentar o lucro da AdM”, sustentou João Paulo Barbosa de Melo, sublinhando: “esta é uma empresa pública, não é para dar lucro, é para servir, com qualidade, as populações”.

A AdM resulta da parceria entre a AdP, que detém 51 por cento do capital social, e os municípios de Ansião, Arganil, Coimbra, Condeixa-a-Nova, Góis, Leiria, Lousã, Mealhada, Mira, Miranda do Corvo, Penacova, Penela e Vila Nova de Poiares.

Estes concelhos são, além de acionistas da empresa, utilizadores do sistema multimunicipal de abastecimento de água e saneamento de águas residuais do Baixo Mondego/Bairrada, criado em 2004 e concessionado, para a “construção, exploração e gestão do sistema”, à AdM, por um período de 35 anos.

 

(Artigo da Agência Lusa)

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