IMI origina nova guerra de números e palavras

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As contas do aumento do Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI) para prédios não avaliados ainda não estão fechadas. Depois de ter chumbado o aumento, de 0,7 para 0,8, na reunião de câmara (ver edição de quarta, 26), a oposição vem agora contestar os números avançados pelo executivo municipal da Figueira da Foz. Miguel Almeida disse ao DIÁRIO AS BEIRAS que as contas feitas pelos socialistas reportam-se a 31 de dezembro de 2011.

Assim sendo, realça o vereador do PSD, pecam por não terem em conta as avaliações realizadas em 2012. Recorde-se que as Finanças comprometeram-se coma troika a atualizar as avaliações de todos os imóveis do país até finais do corrente ano. Porém, a tarefa ciclópica só deverá fiar concluída no final do primeiro trimestre de 2013.

Na reunião de câmara, João Ataíde avançou que a subida representava uma receita adicional de 50 mil euros. O lapso do presidente da Câmara da Figueira da Foz – com um erro de cálculo de meio milhão de euros – e outras contas de cabeça que foram feitas na altura, leva Miguel Almeida a falar em “trapalhada”. E constata que “ninguém levava as contas feitas”.

A oposição também se esqueceu da calculadora em casa. “Não precisava de levar contas porque sabia que o aumento do IMI não é necessário para cumprir o Plano de Saneamento Financeiro (PSF) da autarquia”, justifica o social-democrata. Por outro lado, afirma: “contam-se pelos dedos de uma mão as autarquias que aumentaram o IMI”.

 

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