“É uma sensação indescritível vestir a camisola das quinas”

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Por que motivo acabou a equipa do GRV (Figueira da Foz)?

Creio que devido a questões económicas: cada vez é mais complicado sustentar equipas e a formação. E também por questões internas, com treinadores, dirigentes e as próprias jogadoras. Foi um conjunto de questões que levou a que o clube terminasse, um clube com tanta história em campeonatos e na taça nacional. Fiquei com um sentimento de frustração, porque foi o clube que me fez chegar à seleção nacional. Acho que não foi feito tudo para que a equipa pudesse continuar.

Foi o desporto na Figueira da Foz que perdeu?

Com certeza. Perdeu com o fim da equipa do CRIA de Alhadas, com o fim da equipa do Grupo Juvenil de S. Tomé e agora com a equipa do GRV, praticamente o único clube feminino que existia no concelho.

Quais são as suas ambições desportivas?

Neste momento, a nível de clube, é meu objetivo ganhar todas as competições em que o Nova Semente (Espinho) participa. A nível pessoal, continuar na seleção.

Como se compatibiliza a atividade de atleta de alta competição com um curso superior?

É preciso muita força de vontade e acreditar que, para além de estarmos a fazer aquilo que gostamos, e retirarmos prazer daquilo que fazemos, exige um grande esforço físico e mental. Passo grande parte do meu dia a viajar (entre Espinho e Coimbra). Portanto, é preciso gostar muito do que faço e ter uma grande dedicação.

Há machismo no desporto, em Portugal?

Infelizmente, ainda há machismo no desporto, em Portugal. É uma situação que tem evoluído positivamente, mas ainda há muito machismo.

Como se sente quando veste a camisola da seleção nacional?

É uma sensação indescritível. Fico, até, tímida quando visto aquela camisola. É o reconhecimento de que o nosso esforço e a nossa dedicação foram reconhecidos.

Gostava de ser jogadora profissional?

Obviamente que sim. O que é que nos daria mais prazer do que fazermos aquilo que gostamos e ainda por cima conseguirmos viver dessa atividade? Mas em Portugal (para uma jogadora de futsal) é uma miragem.

Esta entrevista pode ser ouvida na íntegra no programa “Clube Privado” da Foz do Mondego Rádio (99.1FM), às 19H00 de sexta e de sábado e às 22H00 de domingo, e em www.asbeiras.pt.

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