Cova da Beira contra ideia de mudar radioterapia para Tondela e Viseu

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O Centro Hospitalar da Cova da Beira (CHCB) está a reunir dados para contestar a proposta da Entidade Reguladora de Saúde de mudar para Tondela e Viseu dois aparelhos de radioterapia previstos há dez anos para o CHCB.

Os dados do estudo da ERS “precisam de ser melhorados”, disse hoje à agência Lusa o presidente do conselho de administração do CHCB, Miguel Castelo Branco.

Segundo o estudo, mudar os dois aparelhos (previstos) da Cova da Beira para o Centro Hospitalar Tondela-Viseu aumentaria de 86 para 87 por cento a fatia da população nacional que ficaria a menos de uma hora de viagem de uma unidade de radioterapia para tratamento de cancro.

No entanto, Miguel Castelo Branco acredita que “o número atualizado de pessoas que precisam deste tipo de cuidados” vai demonstrar que “as propostas de 2002 e 2008”, de instalação do serviço no CHCB, “ainda hoje fazem sentido”.

Segundo dados recolhidos pelo CHCB, o número de novos casos de cancro registados e validados nos cinco hospitais dos distritos da Guarda e Castelo Branco (unidades de Castelo Branco, Covilhã, Fundão, Guarda e Seia) subiu de 597 em 2002 para 1.030 já contabilizados em 2012.

Miguel Castelo Branco destacou ser necessário ter em conta “a orografia da região, muito acidentada e em que as acessibilidades são condicionadas pelas estradas”.

A existência de vias em que é difícil viajar deve merecer atenção redobrada pelo estudo, refere, dado que os tratamentos de doentes com cancro podem obrigar a várias viagens regulares em poucos dias.

Aquele responsável destaca ainda a importância de instalar o serviço oncológico tendo em conta “o desenvolvimento do pólo de Saúde da região e a ligação à Faculdade de Ciências da Saúde da Universidade da Beira Interior”.

Para o responsável pelo CHCB, é importante “juntar dados para que, na altura de decidir, possa haver informação necessária e suficiente para se fazer uma escolha adequada às necessidades”.

A instalação de dois aceleradores lineares (nome técnico dos aparelhos de radioterapia) no CHCB está prevista na Rede de Referenciação Hospitalar elaborada em 2002 pelo Ministério da Saúde.

A medida consta ainda do relatório de Desenvolvimento Estratégico da Radioterapia em Portugal para a Próxima Década, elaborado em 2008 pelo Alto Comissariado da Saúde e pela Coordenação Nacional para as Doenças Oncológicas.

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