Sindicatos médicos acusam Governo de caminhar para “rutura negocial”

D.R.

Os sindicatos médicos consideram que a proposta do Ministério da Saúde, a alterar as regras do trabalho na urgência, é um caminho para a “rutura negocial” e acusam-no de falta de empenho para concluir com êxito as negociações.

Em carta dirigida ao ministro da Saúde, Paulo Macedo, o Sindicato Independente dos Médicos (SIM) e a Federação Nacional dos Médicos (FNAM) recusam a proposta que alegam ter recebido quinta-feira e lembram que “desde a primeira reunião negocial” que “manifestaram que a negociação coletiva incidia sobre a construção de uma tabela remuneratória para um regime de trabalho de 40 horas semanais”.

“Desde a primeira reunião que os sindicatos médicos manifestaram a sua indisponibilidade para rever os instrumentos coletivos de regulação de trabalho fora do local próprio”, lê-se na missiva.

Os sindicatos consideram “inaceitáveis” os “pressupostos de revogação legislativa de matéria laboral (…), bem como a alteração aos limites de segurança em função da idade no trabalho em serviço de urgência e equiparado”.

O SIM e a FNAM acusam o Ministério da Saúde de preferir “trilhar o caminho errado anteriormente encetado, apresentando cenários mirabolantes de impacto financeiro das propostas salariais”.

Para estas organizações sindicais, a proposta da tutela “representa, não só o afastamento das conclusões das reuniões técnicas realizadas, como a sua completa negação”.

Segundo os sindicatos, apesar destes terem apresentado, no passado dia 16, “uma nova proposta salarial num claro esforço de procurar aproximar-se de valores tendentes a evoluir para um pré-acordo”, a nova proposta ministerial “volta a valores de algumas semanas atrás”.

Uma nova proposta de tabela remuneratória dos sindicatos médicos “com ligeiros ajustamentos à que foi apresentada a 16 de agosto” foi entretanto enviada ao Ministério da Saúde.

 

Texto Agência Lusa

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