Requalificação ribeirinha “ajuda” e “cria condições” para novos investimentos na Figueira da Foz

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O presidente da Câmara da Figueira da Foz, João Ataíde, disse na quinta-feira que requalificação em curso na zona ribeirinha, abrangendo o Mercado Municipal e a envolvente do Forte de Santa Catarina cria condições para novos investimentos.

“O grande objetivo é que este seja um local de aproveitamento público, e infraestruturado para estruturas de apoio e eventos ao ar livre”, disse João Ataíde aos jornalistas no final de uma visita aos trabalhos em curso.

No que respeita aos dez espaços de restauração previstos no projeto, o autarca frisou que serão os privados a avaliar eventuais novos investimentos no local.

A obra, que tem um prazo de execução de oito meses e uma área de intervenção de cerca de oito hectares, onde se inclui a renovação de 280 metros de frente ribeirinha, poderá constituir, segundo o autarca, a “continuação da centralidade” do chamado Bairro Novo, onde se situa o casino, hotéis, e vários espaços de comercio e restauração.

“Nos próximos anos não vai haver verbas, esta intervenção cria condições para o desenvolvimento turístico, Não prejudica, ajuda”, frisou João Ataíde.

O projeto de requalificação urbana da envolvente do forte de Santa Catarina está orçado em 4,4 milhões de euros e inclui a criação de uma nova zona desportiva e de serviços, parque de estacionamento coberto e gratuito, a requalificação viária da avenida de Espanha, espaço de espetáculos ao ar livre e um espelho de água, entre outros.

Já sobre a “descoberta” de parte do paredão que defendia aquela zona da cidade das investidas do mar – junto ao forte de Santa Catarina e ao adjacente Ténis Club – e onde se situava, até meados do século XX, a barra do rio Mondego, o autarca revelou que o projeto inicial do parque de estacionamento vai sofrer alterações.

Depois de reunir com a equipa projetista, foi decidido suprimir 30 dos 175 lugares do parque que está a ser construído aproveitando a diferença de cota entre a avenida de Espanha e o chamado terrapleno da Marina.

Na zona original onde se situava o quebra-mar, cuja construção data do século XIX, existiu, até à década de 1960, um jardim e infraestruturas de atividades lúdicas.

“A obra [destruição do molhe] podia-se fazer, mas tinha um valor acrescido de 55 mil euros [sem IVA]. Face ao contexto em que nos encontramos e a Lei dos Compromissos não é possível encaixar este valor”, disse o autarca.

Antes da zona do Forte de Santa Catarina a comitiva autárquica visitou, entre outras, as obras de requalificação do mercado municipal, inaugurado há 120 anos, e cuja estrutura metálica interior – idêntica à do mercado de Olhão, as únicas do género existentes no país – está agora à vista.

 

(Texto: Agência Lusa)

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