Opinião – Coro dos Pequenos Cantores e José Firmino

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Mário Nunes

A cidade de Coimbra pode orgulhar-se de possuir riquezas musicais e associativas que sobressaem, a nível nacional e mesmo internacional, no contexto das suas congéneres. São instituições e figuras relevantes, que fazem da sua bandeira projetos de educação, formação e criatividade, que despertam sensibilidades e descobrem, para o mundo dos sons, futuros génios que marcam épocas e gerações.

Escrevemos, já, sobre a Orquestra Clássica do Centro, um baluarte musical e pedagógico vanguardista da Lusa-Atenas. Abordamos, hoje, o Coro dos Pequenos Cantores, e o maestro e compositor, José Firmino. Mais dois exemplos carismáticos desta força cultural/musical que reside na urbe. O Coro, que comemora trinta anos de existência e foi fundado por José Firmino sob proposta da Drª. Lucinda Ferreira, estabelece nos seus princípios constitutivos, o valor formativo e cultural que oferece a todas as crianças que nele participem. E, foram centenas os jovens que nele “desfilaram”, meninas e meninos, que aprenderam música, harmonizaram a vida estudantil com a atividade musical, criaram hábitos salutares de disciplina e democraticidade, angariaram conhecimento de outras culturas mundiais pelos contatos e intercâmbios que estabeleceram com outros povos e, quantos, adquiriram as bases estruturais que os transportaram para horizontes mais dilatados no plano cultural e musical.

Coro que ultrapassou todas as dificuldades, mostrando aos outros, que para chegar ao trigésimo aniversário teve sempre presente o pensamento do filósofo Roquete Pinto:” os grupos corais e instrumentais são um símbolo de uma verdadeira sociedade moderna em que os interesses se confundem”. E, o Coro compreendeu esta máxima, porquanto aproveita o valor formativo da música para o apuramento das suas faculdades auditivas, sensoriais, rítmicas e motoras que visam uma formação integral da criança e do jovem inserindo-a numa perspetiva humanista e universalista, produzindo nela um natural encantamento e educando-lhe a atenção, a memória, a sensibilidade, o poder de concentração e a capacidade criativa. O Coro percorreu Portugal, a Europa e parte do mundo. Deixou em toda a parte o seu fulgor musical e o nome de Coimbra.

O maestro e compositor José Firmino, personalidade incontornável da música nacional e internacional, tem sido lídimo mensageiro da nossa cidade. O seu currículo semeado de êxitos no país e no estrangeiro, alcandoram-no a lugar proeminente no universo da música, sendo portador de gratificantes louvores e prémios pela riqueza e originalidade das suas composições para piano, coro e orquestra, pela maestria e pela docência. Uma moldura encantadora, auréola do saber e criatividade, atributos que lhe conferem o mérito de pedagogo, orientador de estágios profissionais, programador musical, membro de júris nacionais e internacionais, dirigente associativo, maestro e fundador de coros, responsável televisivo, vencedor de concursos em Portugal e na Europa, possuidor de valiosas condecorações, medalhado de ouro, consagrado compositor.

Das dezenas de honrarias que agrega, sublinhamos: 2.º. Prémio no concurso internacional de composição, entre 318 compositores de 16 países; Avé Maria para coro misto selecionada para CD gravado na USA; peça para coro e orquestra de homenagem a Zeca Afonso; Abertura Sinfónica incluída no 78.º. Festival de ópera de Espanha; 1.º prémio no concurso internacional de composição de Trento, Itália; representante de Portugal no Júri Internacional Ibero-Americano de Madrid, etc.

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