Monte Real: Base aérea abre portas à curiosidade dos filhos e ao entusiasmo dos pais

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A paixão pelos aviões levou este domingo milhares de pessoas a Monte Real, no dia em que a Base Aérea abriu as portas à população.

Para além da curiosidade natural dos filhos, junto aos aviões e helicópteros, era indisfarçável o entusiasmo dos pais.

“São eles que fazem a maior parte das questões. Perguntas sobre aeronaves, sobre alguns componentes que elas trazem e que não estão identificados”, explicou à Lusa o 1.º cabo Pedro Pereira, frisando que os mais pequenos “querem sobretudo saber a que velocidade é que elas andam, não são tão específicos”.

Ao lado, outro dos militares que se encontrava a dar apoio aos visitantes, admitiu que trazer os filhos às vezes também serve como desculpa para os ‘verdadeiros’ interessados, os pais.

Sobre os ombros, Marco Febra dá ‘boleia’ ao filho. No ano passado, “era pequenino de mais” e foi empurrado por entre as aeronaves, mas pouco ou nada viu, já que dormiu todo o tempo dentro do carro de bebé.

Hoje, Marco Febra garantiu que veio à base porque o filho “é doido por aviões”, garantindo que a parte das descolagens dos F-16 foi a parte que mais gostou.

“Desde pequenito que eu venho com ele aqui para trás da base ver os aviões e ele nunca se assustou”, assegurou, admitindo que ele, o pai, é um “aficionado de aviões” e que não falha uma visita à base aérea desde que começaram a abrir as portas à população.

Jorge é filho de um militar da base. Tem nove anos, conhece os cantos à casa e já não é qualquer coisa que lhe tira o fôlego.

Este ano, contudo, destaca “o avião que transporta o Presidente [da República]”. Não tem mísseis, constatou, triste. Daí o deslumbramento que tem com outras aeronaves. “Gosto dos aviões a jato. São rápidos, são fixes e acho que lançam misseis. É verdade, pai?”.

O pai acena que sim. Sabe que o filho não sonha em ser piloto, mas sim guarda-redes de futebol, mas nem por isso menospreza o “bichinho que estas visitas deixam sempre”.

Um casal passa com os filhos pela mão. Faltam alguns segundos para a última descolagem de aviões da manhã. Os pais aceleram o passo, mas os filhos ouvem a informação de que entretanto vai começar uma demonstração com cães. “Mãe, mãe, eu quero ver os cães”, reclama a mais pequena.

O pai explica que é “uma demonstração cinotécnica”, mas que primeiro “têm que ir ver os aviões. Não é mais divertido?”, perguntou, como que incrédulo com as prioridades dos miúdos.

A abertura da Base Aérea de Monte Real à população aconteceu no âmbito das celebrações do 60º Aniversário da Força Aérea Portuguesa.

Entre as 10H00 e as 17H00, a base expôs aeronaves, promoveu demonstrações cinotécnicas e de aeromodelismos, realizou descolagens, aproximações e aterragem de F-16, permitiu ‘batismos’ em blindados e experiências em simuladores de voos.

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