Praias fluviais da Guarda esperam mais banhistas apesar da crise

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As praias fluviais da região da Guarda esperam este verão um aumento de frequentadores, tendo em conta a atual crise e as dificuldades económicas das famílias, admitiram à agência Lusa responsáveis por dois equipamentos de veraneio.

“Em 2011 registámos cerca de 60 mil entradas e, este ano, queremos ter mais gente, porque sabemos que as pessoas não têm dinheiro para sair para fora”, referiu Baltazar Lopes, presidente da junta de freguesia de Aldeia Viçosa, Guarda, que explora uma praia fluvial no rio Mondego.

Segundo o autarca, as perspetivas para este verão “são boas”, porque “a crise não permite que as pessoas da região se desloquem para fora, devendo optar por ficar mais perto” de casa.

A aplicação de portagens nas autoestradas e os cortes no subsídio de férias dos funcionários públicos “podem contribuir para aumentar a afluência” naquele equipamento.

“A nossa perspetiva é aumentar o número de utilizadores”, disse, adiantando ter conhecimento de pessoas “que não vão fazer férias fora”, optando por ficar na região.

Baltazar Lopes referiu que a praia fluvial de Aldeia Viçosa já é procurada por utilizadores das zonas da Guarda, Viseu, Aveiro e Ciudad Rodrigo (Espanha).

A junta de freguesia de Valhelhas, Guarda, que explora um parque de campismo e uma praia fluvial no rio Zêzere, também espera que a crise seja sinónimo do aumento de afluência.

No ano passado passaram pelos dois recintos “cerca de 55 mil pessoas”, disse à Lusa o autarca Paulo Carvalho, admitindo para este ano “uma ligeira esperança” no aumento das taxas de ocupação.

“Temos a expetativa no aumento de utilizadores porque, devido à crise, muitas pessoas acabam por deixar de fazer férias fora e acabam por ficar aqui”, declarou, lembrando que a praia fluvial de Valhelhas foi galardoada com bandeira azul.

A crise também deverá contribuir para aumentar o número de clientes nos restaurantes das áreas de influência das duas praias fluviais.

Nelson Carvalho, proprietário do restaurante Soadro, de Valhelhas, acredita que a falta de dinheiro levará muitos habitantes da região a optarem por fazer férias “mais económicas” perto de casa.

“A região oferece condições fantásticas para passar férias a baixo custo e quando as pessoas perceberem que descansam mais, não pagam portagens, nem gastam dinheiro em grandes deslocações, vão optar por ficar por cá”, admitiu o empresário.

Referiu que a aldeia de Valhelhas, com cerca de 400 habitantes, possui uma oferta gastronómica de “qualidade” que inclui iguarias típicas como peixe do rio, truta, morcela e cabrito.

Joana Beirão, proprietária do restaurante O Serrano, localizado em Porto da Carne, no Vale do Mondego, disse ter esperança no aumento da clientela que é atraída para a zona pela praia fluvial de Aldeia Viçosa.

“Muitas pessoas já se queixam que a vida está difícil para poderem fazer férias fora. Por isso, temos esperança que, este ano, fiquem por perto e que também frequentem mais o nosso estabelecimento”, disse.

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