Opinião – Meditação: é urgente inverter o caminho do país

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Norberto Canha

Que fazer para endireitar este país?

Se eu tivesse a responsabilidade do poder teria, para já, três grandes preocupações: acabar com o desemprego, alterar o ensino,partilhar o poder. Vamos falar hoje de emprego, desemprego… e trabalho.

Iniciarei este artigo com três citações que considero muito interessantes: quem não tem cão, caça com gato (portuguesa); Não vá o sapateiro além dos chinelos (grega), afinal de contas, o único que perdeu a guerra fui eu (referindo-se ao embarque, no Tejo, das tropas francesas de Junot que levaram tudo que tinham rapinado com o consentimento ou passividade do general inglês). Três citações que apontam para uma mesma conclusão: temos de dispor, sempre, de meios para nos defender!.

1 – Acabar com o desemprego

Citam os locutores da televisão que há 800 mil desempregados. Se não há, caminha-se para lá. A estes desempregados paga-se e não trabalham, se não se pagar passam fome ou vivem de expedientes. Altere-se isso!

Onde é possível arranjar empregos em grande escala?

– Na agricultura

– Na construção civil

– Nos meios e produção de energia electromagnética.

Na agricultura, temos que produzir um mínimo de 85 por cento do que se consome para, com racionalização, não se passar fome. Importa-se 85 por cento do que se consome. Como é possível produzir o que consumimos, se as regras comunitárias não são iguais para todos os países que constituem a Comunidade Europeia! Não nos podemos bastar sem cereais; embora sejam prioritários nas necessidades, devia ser criadas alternativas na substituição.

Contrariamente ao que se propagandeava, não são necessários grandes espaços e máquinas. Já há o necessário.

Num hectare ( 10 mil metros quadrados) de terreno, pode produzir-se, se bem aproveitados e tratados, o que só 30 hectares poderão fazer. Isto é como na biologia. Uma célula isolada, como noutros tempos me ensinaram, tem 36 vezes as dimensões que terá um corte de tecidos.

E que quantidade de desempregados pode provar não ter emprego? Queira-se trabalhar. Veja-se o sector da agricultura que já foi um dos maiores empregadores deste país. E hoje? O que vemos é um país abandonado que tem que importar praticamente tudo o que come e sem dinheiro ara o pagar.

O Pingo Doce veio demonstrar que é possível pagar aos produtos cá produzidos, pelo menos 2×5 mais e dar lucro, já que um quilo de batatas pagava-se a 15 cêntimos aos agricultores e vendia-se nos mercados a 75 cêntimos.

Na Construção Civil – não para fazer novas construções, refiro-me a habitações e quiçá, fábricas – mas a recuperar o que existe e que tão mau aspecto dá às aldeias, vilas e cidades. E o nosso património não precisa de ser recuperado e substituído? Porque é que quando falamos em pequenos trabalhos nesta área, nos respondem que não há quem faça… ou, então, cobram muito caro. Os tempos não são – não podem ser – de desperdício e do viver à custa do trabalho dos que ainda trabalham. Não porque têm emprego, mas porque fazem um esforço honesto para o terem. ( 3/05/2012 )

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