Autarcas e utentes querem “obras no Metro e não comissões”

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Os autarcas e o movimento cívico de Miranda do Corvo, Lousã, Coimbra e Góis criticaram ontem em Lisboa o impasse do Governo na decisão de continuar as obras no ramal ferroviário da Lousã.

Cerca de 250 pessoas manifestaram-se junto ao Ministério da Economia e Emprego, em Lisboa, a favor da continuidade das obras, tendo uma delegação dos autarcas e do movimento cívico sido recebida pelo chefe de gabinete do ministro Álvaro Santos Pereira.

“Reafirmámos uma crítica muito marcada ao facto de em janeiro nos terem dito que iam continuar as obras e realizar uma reunião em abril e não terem cumprido”, disse o porta-voz do movimento cívico. Segundo Jaime Ramos, a delegação foi informada de que o Governo vai criar uma comissão para recalendarizar a obra iniciada em dezembro de 2009, mas que atualmente se encontra suspensa.

“Nós vamos continuar vigilantes, para saber o que vai resultar desta comissão e, se necessário, viremos a Lisboa as vezes que forem necessárias para não deixar cair esta obra no esquecimento”, sublinhou.

Insatisfeito com o resultado da reunião, o presidente da Câmara da Lousã, Luís Antunes (PS), referiu que os autarcas e o movimento cívico querem “decisões e não comissões”.

“Exigimos que a comissão trabalhe rápido, pois nós vamos continuar a lutar e queremos rapidamente o processo a andar e as obras a continuar”, sublinhou o autarca.

Luís Antunes admitiu que as obras sejam “mais lentas devido à situação do país”, mas entendeu ser um ato “de justiça e racionalidade continuar o projeto rapidamente”.

A presidente do município de Mirando do Corvo, Fátima Ramos (PSD), mostrou-se também insatisfeita com o impasse criado pelo Governo e exigiu que a obra seja feita de maneira a transportar os utentes com “comodidade e segurança”.

Também o presidente da Câmara de Coimbra, João Paulo Barbosa de Melo (PSD), esteve presente na reunião, mas abandonou mais cedo o encontro, não tendo prestado declarações.

Neste momento, estão concluídas parte das empreitadas entre Alto de São João (Coimbra) e Serpins (Lousã), correspondentes à Linha Verde, primeira fase do projeto, que representam um investimento de 130 milhões de euros, incluído num montante global de 447 milhões.

Falta avançar com as obras até Coimbra B e com os trabalhos de colocação de plataformas na via, dos carris, bem como de toda a catenária (sistema de alimentação elétrica), que foram suprimidos pelo anterior Governo às duas empreitadas parcialmente concluídas, no final de 2010.

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