Um em cada três automobilistas autopsiados tinham álcool no sangue

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Foto Gonçalo Manuel Martins

Um em cada três condutores envolvidos em acidentes de viação e autopsiados pelo Instituto Nacional de Medicina Legal (INML) em 2011 tinha valores de álcool no sangue acima do limite legal, revelam dados daquele organismo.

Segundo o INML, 117 dos 358 condutores vítimas de acidentes rodoviários e autopsiados em 2011 apresentavam níveis de alcoolemia acima do limite permitido por lei (igual ou superior a 0,50 gramas de álcool por litro de sangue), números que registaram uma ligeira descida face ao ano anterior.

Em 2010, 37 por cento dos automobilistas mortos e autopsiados estavam alcoolizados.

É considerado crime quando é detetada uma da taxa de álcool no sangue igual ou superior a 1,20 gramas/litro (g/l), tendo sido autopsiados em 2011 no IMNL 82 automobilistas que apresentavam estes valores.

Também os peões autopsiados e envolvidos em acidentes de viação no ano passado apresentavam taxas de álcool no sangue: 15,9 por cento das vítimas mortais tinham valores superiores a 0,50 g/l e 13 por cento mais de 1,20 g/l, números que também registaram uma ligeira descida em relação ao ano passado.

Segundo a Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR), o número de peões mortos em consequência de acidentes de viação aumentou no ano passado, tendo-se registado uma subida de oito por cento face ao ano anterior.

Em 2011 morreram 117 peões (pessoas que transitam na via pública a pé e que conduzem à mão velocípedes ou ciclomotores de duas rodas), enquanto no ano anterior se tinham registado 109 vítimas mortais.

O número de vítimas mortais por atropelamento também registou um aumentou 13,5 por cento em 2011 face ao ano anterior, tendo morrido 118 pessoas.

Segundo o INML, em 9,1 por cento das vítimas mortais de acidentes de viação autopsiadas foram detetadas substâncias psicotrópicas, sendo o canábis e os opiáceos as drogas mais presentes, valores que registaram uma subida face a 2010.

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