Fio de prumo: Partido Socialista – 39 anos

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Luís Parreirão

O Partido Socialista comemorou no passado dia 19 de Abril, 39 anos. Há trinta e nove anos um conjunto de cidadãos entendeu que o seu serviço ao país passava pela criação de um Partido Político que corporizasse e defendesse as ideias em que acreditava. Pouco mais de um ano depois muitos outros cidadãos tomaram atitude semelhante fundando outros Partidos com o mesmo objectivo – o de defenderem as ideias em que acreditavam.

É assim a Democracia – um exercício permanente de liberdade e de escolha, de afirmação das diferenças, do confronto, e da concertação, de ideias e de soluções.

Num momento em que, com tanta frequência, os responsáveis políticos são desrespeitados, não posso deixar de invocar o permanente exemplo de cidadania que nos foi, e é, dado pelos fundadores do PS do Distrito de Coimbra – Fernando Vale, Francisco Ramos da Costa , Jorge Campinos, António Arnaut e António Campos.

Foi, também, pelo seu exemplo que eu próprio, há exactamente 30 anos, entendi inscrever-me como militante do PS.

Ao longo destas quatro décadas muita coisa mudou na nossa sociedade. O mundo é hoje global e mais democrático, os blocos da guerra fria ruíram, a comunicação é instantânea. Portugal democratizou-se, infraestruturou-se e modernizou-se, o analfabetismo foi erradicado.

Atrevo-me mesmo a dizer que a sociedade se modificou a um ritmo que, em muitos casos, os Partidos não acompanharam. Por isso estão hoje confrontados com a necessidade de reencontrar uma maior proximidade à sociedade e aos cidadãos. Ouvindo-os e formulando respostas para os seus anseios. Percebendo as suas dificuldades e dando-lhes respostas. Contrapondo à crise que nos invade um discurso de esperança. Conhecendo os diversos interesses legítimos que se cruzam na sociedade para os poder arbitrar e equilibrar em nome do interesse geral. Propondo aos cidadãos modelos de sociedade nos quais cada um, de acordo com a sua ideologia, entende que cada cidadão se pode realizar e concretizar as suas ambições.

Os Partidos são, saudavelmente, o espelho das nossas diferenças de pensamento e de modelo de sociedade – e por isso se devem bater. Até porque só a partir de ideias claras, ainda que diferentes, é possível concertar soluções .

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