“O Centro não pode perder dinheiro com a operação limpeza do QREN”

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Foto Luís Carregã

Tomou posse como presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro há cerca de mês. Já fez o diagnóstico dos principais desafios que se colocam à região Centro?

Há vários desafios. O primeiro, de todos, é um problema de região. A região Centro é dinâmica, tem um conjunto de valências interessantes ao nível económico, do território, que é dos mais agradáveis do país, das capacidades desenvolvidas, dos equipamentos instalados, mas não funciona como região, não funciona como conjunto. Talvez seja um mal nacional, de todas as regiões, mas este é o principal problema que temos que resolver, para além, claro, de problemas específicos e das respostas a áreas mais deficitárias, a projetos, a anseios. O que nos vai diferenciar será a capacidade de funcionarmos como uma região coesa, que percebe que tem um conjunto de potencialidades. A região só vai funcionar em conjunto se for mais do que uma soma de municípios, se houver uma mais-valia pela associação dos municípios.

Essa estratégia tem faltado?

Essa estratégia nunca existiu, mesmo a nível nacional. Talvez um pouco por medo que impulsionasse um modelo de regionalização, as estratégias para dar coesão às regiões ficaram esquecidas.

Os agentes regionais têm um papel na afirmação da região como um conjunto?

Têm que ter. Têm que perceber que o funcionamento em conjunto traz mais-valias para a parte. E essas mais-valias são fundamentais para um funcionamento em rede, que leve à diminuição das assimetrias e a uma maior competitividade no acesso a financiamentos. Isso vai ficar claro na Estratégia 20 20, o novo quadro comunitário, com o qual temos que nos preocupar, de modo a que região apareça competitiva para maximizar a contribuição financeira para o seu desenvolvimento. E isso vai depender da capacidade de as regiões se organizarem, de ganharem dimensão, porque não faz sentido que existam sub-regiões com um, dois, três municípios. Isso não tem expressão a nível europeu. Em segundo lugar, existe a vontade do Governo de descentralizar competências e isso significa que tem que haver do lado das regiões uma cooperação efetiva.

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