Orquestra Clássica do Centro faz hoje 10 anos

Emília Martins

13 de Dezembro 2001. Neste dia apresentou a Orquestra Clássica do Centro o seu primeiro concerto em Coimbra no Teatro Académico de Gil Vicente. Passaram 10 anos.

Acreditamos que o projecto é importante para a cidade, para a região e para o país. Nada teria sido possível sem uma entrega desmesurada de todos aqueles que nele acreditaram, de todos aqueles que nele acreditam, de todos os que foram e são capazes de sonhar e lutar pelos seus sonhos.

Afinal, na vida, o importante é ser capaz de acreditar!

Saber que a viagem pode ser longa, difícil, com possibilidades de mau tempo, de naufrágio, de infindos imprevistos pelo caminho, mas querendo chegar e crendo que navegar é preciso, para que viver valha a pena.

Quando amamos que o fazemos e fazemos o que gostamos, procuramos o sol constantemente, mesmo quando ele não se vê… Sabemos que ele está lá! E tal como a mãe com os filhos, procuramos erguer casa/abrigo onde o mau tempo e as más pessoas não possam chegar para fazer mal àqueles/àquilo a quem queremos e que, como tal, faz ( em ) parte intrínseca de nós!

Cuidar é amar e amar é cuidar. Só isso dá sentido à vida.

Nascemos a 13 e a 13 podemos morrer – sem superstição, sem subjectividade, tão só realisticamente o afirmo, pois é, neste 13 de Dezembro, muito difícil a situação da OCC e muito preocupante e incerto o futuro mais próximo.

Evidentemente que acredito que, por vontade de TODOS os que fazem e apoiam a Associação, a situação de precariedade em que vivemos se inverterá, tal como acredito que o importante é trabalhar, lutar para perenizar e/ ou eternizar aquilo que se constrói seja uma canoa, uma casa, uma orquestra ou um sentimento.

Cuidando, amando, se toca de facto a eternidade… e como, mais do que nunca, eu quero crer que o amor me garante a eternidade do(s) que amo!…

Falando da OCC, quero crer que se não acreditarmos na “eternidade”/valia perene do que ela representa, então não faz sentido lembrar o caminho já feito, os resultados alcançados, o futuro sonhado/planeado.

À Cidade, à Região, aos Amigos da OCC, à OCC digo com toda a convicção que me parece importante perenizar e/ ou eternizar aquilo que construímos – uma Associação em que a Cidade se reflecte e reinventa, em que a Região se fortalece e reestrutura, em que as Pessoas se revêem, em que os Profissionais que ela abriga se perfazem.

Nada faz sentido se não acreditarmos no futuro. Na minha humilde existência, na minha modesta capacidade de fazer, faço votos que neste dia 13 de Dezembro de 2011, se possa colher alguma esperança para um futuro que é preciso construir ainda que à custa de dores, desilusões e momentos muito difíceis. Viver por aquilo em que acreditamos é preciso, mesmo que possamos ou tenhamos de morrer por isso.

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