João Ataíde defende linhas ferroviárias e contesta medidas do Governo

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Os passageiros vão deixar de circular na Linha do Oeste, entre a Figueira da Foz e as Caldas da Rainha, mantendo-se contudo o transporte de mercadorias.

Por outro lado, a CP deixa de assegurar os transportes rodoviários entre a cidade-praia e a Pampilhosa, no troço da Linha da Beira Alta encerrado há vários anos “para obras”, segundo a tutela da altura.

Resumindo, o novo ano vai deixar a cidade da foz do Mondego com apenas uma das três vias ferroviárias para passageiros: a ligação a Coimbra.

Menos de um mês depois do Governo ter dado sinais de que o transporte de passageiros na Linha do Oeste poderia manter-se, eis que João Ataíde constata que a marcha da supressão daquele serviço avança a alta velocidade. Em declarações ao DIÁRIO AS BEIRAS, o edil da Figueira da Foz diz que “não faz sentido suprimir definitivamente” aquele transporte coletivo de passageiros, e é isso que vai dizer à tutela.

“Temo que seja um passo para a extinção da Linha do Oeste”, sublinhou. Se o fim do transporte de passageiros é contestado por populações e autarcas da zona de influência da linha ferroviária, para o edil figueirense, “acabar com o transporte de mercadorias seria um disparate” que poria em causa o potencial regional do Porto Comercial da Figueira da Foz. Ataíde sugere, pelo contrário, que se invista na modernização daquelas duas linhas ferroviárias.

Apesar do anúncio da CP, que se enquadra no plano estratégico para os transportes, o autarca recusa dar a causa como perdida, prometendo diligenciar no sentido de tentar convencer o Governo a fazer marcha atrás. Acerca dos transportes rodoviários no percurso desativado do Ramal da Pampilhosa, Ataíde esclareceu que a CP lhe garantiu que o transporte de passageiros vai ser assegurado por operadores privados.

 

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