Câmara da Guarda aprova voto de louvor a Eduardo Lourenço pelo Prémio Pessoa 2011

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A Câmara Municipal da Guarda aprovou , por unanimidade, um voto de louvor ao filósofo e ensaísta Eduardo Lourenço, vencedor do Prémio Pessoa 2011, que considera um “cidadão pleno” da cidade.

Na proposta, apresentada pelo presidente da Câmara, Joaquim Valente, é referido que a autarquia “celebra com orgulho” a atribuição do galardão ao “pensador e ensaísta de dimensão universal”.

Eduardo Lourenço, de 88 anos, foi distinguido na sexta-feira com o Prémio Pessoa 2011.

“O galardoado jamais perdeu a profunda ligação à Guarda, onde fez os primeiros estudos vindo da aldeia natal de S. Pedro do Rio Seco” (concelho de Almeida), é referido no documento a que a agência Lusa teve acesso.

Segundo a Câmara Municipal da Guarda, o galardoado “não é apenas um intelectual com raízes na Guarda: é dela um cidadão pleno, presente, generoso e disponível”.

“Em 1999 lançou o desafio para a criação do Centro de Estudos Ibéricos, ao qual a cidade prontamente respondeu, estabelecendo parcerias com as universidades de Coimbra e Salamanca [Espanha], num sonho que leva mais de uma década de concretização, contando sempre com o empenho do seu mentor e diretor honorífico”, aponta o presidente da autarquia.

Acrescenta que “foi através do Centro de Estudos Ibéricos que se instituiu o Prémio Eduardo Lourenço, que em sete edições distinguiu a ação em prol das relações entre as nações ibéricas e do diálogo de povos e civilizações”.

No voto de louvor, a autarquia lembra ainda que em 2008 inaugurou a Biblioteca Municipal Eduardo Lourenço “que reúne parte do acervo do seu patrono”.

Assinala também que a cidade da Guarda sente o Prémio Pessoa 2011 “como seu, na medida em que distingue um dos seus mais ilustres” conterrâneos.

“Eduardo Lourenço representa o melhor da alma portuguesa descrita por [Fernando] Pessoa: aquela que desafia a descrença e ultrapassa o destino”, conclui o documento que a Câmara da Guarda vai enviar ao galardoado, que reside em França.

Eduardo Lourenço foi distinguido pela “cidadania atenta e atuante”, sendo-lhe reconhecida “a intervenção na sociedade, ao longo de décadas de dedicação, labor e curiosidade intelectual”, referiu o júri.

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