Diplomas para 300 novos enfermeiros

 

Foto: Patrícia Cruz Almeida

“Em Portugal não foi atingido um número proporcional de enfermeiros correspondente à média da OCDE, o que nos indica a possibilidade da existência de necessidades de cuidados não completamente satisfeitas”. O alerta foi lançado no sábado pela vice-presidente da Escola Superior de Enfermagem de Coimbra (ESEnfC), durante a cerimónia de graduação de cerca de 300 novos enfermeiros diplomados pela instituição.

Aida Cruz Mendes lembrou que “com uma média de 5,7 enfermeiros por mil habitantes” (dados de 2010), Portugal ainda está “muito longe do valor, por exemplo, da Finlândia – que possui uma relação de 15,47 enfermeiros por mil habitantes, da Suíça (14,92) ou mesmo do Reino Unidos (9,67)”.

Apesar dos números, os enfermeiros portugueses são, de acordo com a responsável, “internacionalmente reconhecidos”, “privilegiados”, aliás, pelas agências de recrutamento. No entanto – questionou -, “não podemos deixar de refletir se a despesa com a formação não deveria beneficiar em primeira linha o país e os contribuintes que a financiaram”. Por fim, lamentou que “a existência de necessidades de cuidados não seja sinónimo de empregabilidade no Serviço Nacional de Saúde.

Apesar de tudo, Aida Cruz Mendes salientou a importância de uma boa formação académica, que capacite os agora diplomados para o exercício profissional.

No sábado, Pavilhão Multidesportos Dr. Mário Mexia esteve cheio de familiares e amigos que quiseram assistir à imposição de insígnias, à entrega de diplomas e ao juramento dos novos profissionais de saúde.

Na sessão foram, ainda, entregues cinco bolsas de estudo por mérito a estudantes do 3.º e do 4.º ano da licenciatura.

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