Amar Portugal: austeridade

Norberto Canha

Nós estamos em guerra.

Em guerra contra a crise.

Somos todos nós guerreiros. Todos nós! Que desde já nos devemos mobilizar contra a crise. Poupar e produzir é a ordem do dia. Consumir o por nós produzido é a nossa obrigação e o sentido do nosso dever!

Vamos ao trabalho!

De imediato o que há que fazer?

– Reabilitar a agricultura e as pescas, para podermos comer. Para isso há que praticar um preço justo e haver códigos de ética para todos os escalões da cadeia alimentar – desde o produtor ao consumidor.

Nós verdadeiramente só somos ou poderemos ser carenciados em cereais. Tudo o resto há que ser por nós pescado ou produzido.

Exalte-se, assim a produção de bens alimentares.

1 – A aldeia, como sempre, alimenta-se e alimenta a vila;

2 – A vila alimenta-se e alimenta a cidade;

3 – A cidade pouco produz, alimenta-se à custa da vila e da aldeia.

Na aldeia, não há improdutivos, até os que sofrem de alguma deficiência física ou intelectual ganhavam o sustento, fazendo alguma coisa.

Veja-se o exemplo da grande maioria dos retornados, que vieram sem nada, foram acolhidos por todos, mas trabalharam e trabalharam e aos seis meses ou ao fim de um ano, já tinham forma de se sustentar. Agarraram-se a tudo e venceram. E até conseguiram prosseguir na educação dos filhos. A minha aldeia é o exemplo típico da readaptação, do que se passou e como se venceu. Hoje estamos sem nada. Aplique-se a mesma receita. As grandes cidades nada produzem são o sorvedouro dos que produzem e trabalham. Todos têm emprego, subsídios, mas são insaciáveis; não se moderam com o que já têm. Querem sempre mais o mais regalias, só que não querem trabalhar.

É mais cómodo, mas é injusto, viver à custa do suor de quem trabalha.

Há, de facto, trabalho para todos.

Durante cinco anos não se importe qualquer matéria.

Eu também tenho um automóvel há 31 anos! Deixemo-nos, neste momento crítico em que nos encontramos, de desperdícios de recursos, gastos na aparência, de se aparentar o que não se é!

Vamos aos centros de recolha, embalamento, industrialização, venda e fornecimento, como era o Complexo Agro-industrial do Nordeste (vulgo Cachão). Até há uma fórmula para arranjar o financiamento.

O resto é deixar prosseguir. Deixem de ser mais papistas do que o papa.

É isto que se espera. É isto que tem que acontecer.

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