Para memória (II)

Norberto Canha

Iniciei este artigo, na última edição do Diário As Beiras com uma reflexão sobre as responsabilidades de todos nós no momento que o país está a viver. Apontei alguns erros e deixei algumas ideias para o caminho a seguir. Hoje, e a terminar esta reflexão, traço as prioridades e algumas das soluções.

– Prioridades:

1.ª – reabilitação da agricultura – passamos de 85% importado para 85%, pelo menos, produzido.

2.ª – aprender a viver à custa dos nossos recursos, não desperdiçando oportunidades.

3.ª –indústria de produção de Energia Electromagnética e máquinas movidas por ela.

4.ª – limitar as reformas futuras a um máximo e a um mínimo, para que o excedente seja com aplicações rentáveis e não esgotar-se na penhora de malabaristas do Estado

5.ª – ensino e investigação responsável ligada às necessidades do presente e aos caminhos do futuro.

6.ª – Readquirir a dignidade do País, pelo que todos os sacrifícios sejam festas nos próximos cinco anos; passamos de dívida externa de 10% do P.I.B., no fim do Governo de Cavaco Silva, para mais de 100% no governo de Sócrates.

7.ª – como as energias fósseis se estão a esgotar organizarmo-nos,como se encontravam organizadas as cidades Estado gregas ou fenícias em áreas metropolitanas, de forma a que a aldeia se alimente e alimenta a vila; a vila alimenta-se e alimenta a cidade; a cidade consome, mas alimenta em todas as outras necessidades, as vilas e aldeias.

Realidades:

1.ª – Será que Coimbra não mereceu ter no governo um ministro Socialista que a defendesse? Medo da incompetência? Ou medo da competência?

2.ª – Será que Coimbra tinha necessidade de importar, como cabeça de lista do Partido Socialista, para deputado, um ministro(a) que não é de Coimbra?

3.ª – Será que o importado conhece os problemas de Coimbra, como o Metro Mondego, exportações de direcções regionais, ou a grande referência do importado é ter determinado que até aos 18 anos os jovens fossem dirigidos ou atendidos nos serviços de Pediatria. Internados no Pediátrico, embora já possam votar!

Soluções:

1.ª Para reabilitar a agricultura – todos nós darmos 5% do que se ganha para reorganizar a agricultura e pesca e daqui a 5 anos sermos totalmente independentes.

2.ª Comprometermo-nos a comprar produtos agrícolas nacionais – questão de princípio ou honra – enfim, quais forem as normas comunitárias, até terminar a nossa dependência.

2.ª Para investimento nas indústrias – investir desde já no aproveitamento dos nossos recursos, em têxteis e equivalentes, que absorvam muita mão-de-obra, e a União Europeia se quer ajuda, deixe de importar bens exteriores, onde os vencimentos ficam aquém do que se pratica. Concorrência desleal.

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