Ramal entre Figueira da Foz e Pampilhosa “pode ser rentável”

O presidente da câmara de Montemor-o-Velho, Luís Leal, afirma que o ramal ferroviário entre a Figueira da Foz e a Pampilhosa “pode ser rentável” no transporte de passageiros e mercadorias.

“Claramente é uma linha que pode ser rentável do ponto de vista de transporte não só de pessoas como de mercadorias. Tem hoje uma alavanca muito forte que é o porto da Figueira da Foz”, disse Luís Leal à Lusa.

O autarca, que se considera “um lutador” pela requalificação e reabertura da linha ferroviária – encerrada em janeiro de 2009 por falta de segurança na circulação de comboios – diz que a ligação à estrutura portuária e os investimentos projetados na área logística na região configuram o transporte de mercadorias como “muito significativo para o futuro e rentabilidade” do ramal.

Já no transporte de passageiros, Luís Leal advoga que a “boa gestão” da utilização da linha “necessita de horários compatíveis com a procura”. “Não podem ser horários da satisfação dos interesses das empresas concessionárias da utilização”, defendeu.

Segundo Luís Leal, horários das composições desadequados às necessidades dos utentes, levam a que a população que se desloca a Coimbra ou à Figueira da Foz, através da ligação via Pampilhosa, “em horários normais para trabalhar ou estudar” não encontre uma “solução” neste ramal ferroviário.

“Isso parecia que até era propositado. Porque hoje (…) o [transporte] rodoviário de alternativa [cumprido em autocarros] tem melhores horários do que tinha o ferroviário. Porquê? Seria intencional?” inquiriu.

3 Comments

  1. A. Santos says:

    O turismo ferroviário voltou a despertar grande interesse em alguns países. Porque não em Portugal? Em programas da DB-tv ( televisão dos caminhos de ferro alemães) já tive oportunidade de ver máquinas de via estreita antigas, que circularam noutros tempos nos ramais de via estreita desmantelados em Portugal, a circularem para o turismo na Suíça. Podia-se ler ainda CP – E 104, o que mostrava bem que tinha sido aproveitada do desmantelamento português, proporcionando naquele país uma re-vivência nostálgica do que foi o caminho de ferro.

  2. João Silva says:

    Claro que não interessa promover a ferrovia em portugal, pois os Lobbys do Alcatrão não querem, falamos em Estradas de Portugal, Ascendis, Scutvias, e outras demais que apenas sorvem dinheiro á custa do contribuinte.
    Pela Europa fora faz-se promoção á ferrovia, ao contrário de que em Portugal encerram-se linhas.

  3. navegante litoral says:

    Um dia destes vamos ter de ensinar nas escolas que " A a 29 é paralela á A 1 desde Albergaria até ao Porto e que ambas são a pagar.Que a A 2 , se dirige ao Algarve e tem inicio em Lisboa.Que as duas cidades com melhor ´e mais económica ligação ferroviária em Portugal são Aveiro e Porto, Braga , Guimarães através dos sub-urbanos , que servem a classe que trabalha, estuda ou passeia em boas carruagens. Depois quem sabe, se viermos a fazer parte da Europa, a todos os níveis ensinar que Vigo fica na Galiza e Madrid é a capital da Espanha e que Lisboa é de Portugal.

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