Oposição impõe proposta e divide executivo socialista da Figueira da Foz

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João Ataíde

A segunda parte da reunião de câmara da Figueira da Foz de 10 de maio, retomada esta segunda-feira (24), travou um longo braço de ferro entre o executivo socialista de maioria relativa e a oposição, tendo saído vitoriosa a última. 

Em causa estavam as transferências (ver edição impressa de dia 23) e os suprimentos feitos pela Figueira Domus (FD) para a Paranova. O vereador Vítor Guedes, do Movimento Figueira 100%, considerou nulas várias das deliberações aprovadas pelo conselho de administração da FD. Por outro lado, aludiu ao “conflito de interesses” protagonizado pelo vereador Carlos Monteiro (PS), porque preside às duas empresas.

A dada altura do debate, o presidente João Ataíde irritou-se: “já estou cansado deste assunto!”. Vítor Guedes retorquiu: “se o sr. já está farto, também eu, mas não pode induzir as pessoas a deliberar segundo o seu posto de vista!”.

A proposta da Figueira 100% venceu, com os votos a favor do PSD. Antes da votação, a vereadora social-democrata Teresa Machado atirou: “houve, aqui, uma expressão clara da parte do sr. presidente de justificar os erros do presente com aquilo a que eu chamaria prudência do passado”.

As dúvidas voltaram a instalar-se, desta vez sobre se as contas tinham ou não sido chumbadas. João Ataíde submeteu-as a votos e foram chumbadas. Só Isabel Cardoso (PS) votou a favor. Carlos Monteiro, por sua vez, optou pela abstenção.

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