Executivo explica chumbo das contas da Figueira Domus e exoneração do seu presidente

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Fazendo-se acompanhar dos restantes membros do executivo (PS), João Ataíde realizou esta segunda-feira (30) uma conferência de imprensa para explicar o processo Figueira Domus.

 O presidente da câmara, João Ataíde, e o vice-presidente, Carlos Monteiro, fizeram duas longas explanações sobre as contas da empresa municipal, o chumbo das mesmas e a exoneração do seu presidente (Carlos Monteiro), há duas semanas, em reunião de câmara.

Carlos Monteiro reiterou que as contas e o respetivo relatório tiveram pareceres jurídicos favoráveis e que o Revisor Oficial de Contas nada alegou contra. Referia-se, concretamente, aos suprimentos e às transferências aprovados a favor da participada da Domus, a Figueira Paranova.

António Tavares foi mais objetivo, ao afirmar que a oposição transformou “uma questão meramente técnica” em algo parecido com um “interrogatório a uma testemunha”. No caso, Carlos Monteiro.

Não obstante, foi realçado, o vice-presidente contou sempre com a solidariedade dos colegas de vereação e “a equipa está coesa”. Porém, a exoneração é irreversível. De resto, já apresentou a demissão do cargo de presidente da Domus, e, por inerência, da Paranova. “A urgência na concretização de um saneamento financeiro da autarquia não se compadece com questões totalmente acessórias”, defendeu João Ataíde.

O líder do executivo socialista com maioria relativa acrescentou que “a reposição da normal atividade das empresas municipais, como é o caso da Figueira Domus e da Figueira Paranova, não deve ser afetada por questões de antipatias pessoais ou da procura de protagonismo dentro das próprias bancadas”. João Ataíde acentuou, por outro lado: “os tempos que vivemos exigem um elevado sentido de responsabilidade e de bom senso”.

“Exigem”, aduziu, “em nome do interesse dos Figueirenses, que todas as forças políticas e movimentos rapidamente acordem numa forma de superação da situação criada, cuja manutenção terá consequências extremamente gravosas”.

Nomeadamente, a inexecução do Programa Prohabita, no âmbito do qual a Figueira Domus se candidatou a um apoio financeiro para a reabilitação de 52 fogos de habitação social e à aquisição de 62 fogos novos para entrega a famílias carenciadas que necessitam de ser realojadas, apontou.

A propósito, o presidente da Câmara da Figueira da Foz alertou que “estão em jogo cerca de dois milhões de euros de apoio a fundo perdido”.

“Não podemos cair na tentação de nos reger por objetivos ou calendários políticos. Em altura de crise económica, em que os munícipes e arrendatários necessitam de maior apoio social, o interesse público assim o exige”, disse João Ataíde.

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