Centrais de valorização de resíduos sólidos vão aumentar em Portugal

O número de centrais de valorização de resíduos sólidos em Portugal vai crescer de oito para 23 até ao ano 2013, garantiu o secretário de Estado do Ambiente, Humberto Rosa.

O governante falava durante a inauguração do sistema de aproveitamento de biogás para produção de eletricidade no aterro da empresa Resiestrela, na Quinta das Areias, Fundão.

Um empreendimento que aponta como “um exemplo” na “estratégia de encarar os resíduos como um valor”.

A criação de novas centrais “enquadra-se nesse objetivo: diminuir a quantidade de resíduos que vão para aterro”.

Por um lado, reciclam-se cada vez mais produtos e, por outro, “desvia-se matéria orgânica”, que pode ser transformada em composto para a agricultura, como acontece no Fundão.

Além da produção de adubo, as 74,8 toneladas de resíduos anuais que 14 municípios da Beira Interior deixam na central da Quinta das Areias dão agora origem a eletricidade equivalente à consumida em média por cerca de 2000 famílias.

O investimento de cerca de 900 mil euros capta e queima o biogás produzido pelas camadas de resíduos em aterro, alimentando um gerador com capacidade anual de cerca de 6.400 megawatt hora (MWh).

A energia é vendida para à EDP para a rede pública e, segundo as contas da Resiestrela, permite poupar 275 mi euros por ano em quantidade equivalente de petróleo e evitar a emissão de três toneladas de gases com efeito de estufa por ano.

A inauguração foi criticada pelas estruturas locais do PSD que a classificaram como uma ação de campanha eleitoral, acusação que Humberto Rosa refutou: “O mérito desta inauguração é da empresa e dos municípios associados”, destacou.

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