Mau cheiro provocado por aviários gera protesto

Um grupo de moradores das freguesias de Abraveses e Campo, concelho de Viseu, deu início a um abaixo-assinado para fazer chegar à autarquia e ao Ministério do Ambiente a sua indignação pelo mau cheiro provocado por aviários localizados na zona.

A criação de perus, num conjunto de aviários construídos há mais de 30 anos, está localizada no sopé do Monte de Santa Luzia, freguesia do Campo, a cerca de três quilómetros da cidade de Viseu. Agostinho Santos vive a menos de 100 metros dos aviários e é um dos promotores do abaixo-assinado, explicando que “há alturas do ano que só de portas e janelas fechadas se pode estar em casa”.

Alguns dos moradores afetados pelo mau cheiro, como se verifica no local, vivem já na freguesia de Abraveses, e isso acontece porque os aviários se situam no limite da freguesia de Campo, que confina com Abraveses.

O presidente da junta de freguesia do Campo, António Marques, admitiu à Lusa que não dispõe de meios para resolver o problema mas prometeu que está do lado dos moradores e assim que estes lhe fizerem chegar o abaixo-assinada lhe dará o “seguimento mais apropriado”.

O autarca lembra ainda que os aviários estão situados a escassas dezenas de metros do futuro museu do quartzo, cujo edifício já se encontra acabado, e partiu de um projeto que envolveu Galopim de Carvalho, que lançou a ideia a partir de uma antiga pedreira de quartzo existente no sopé do Monte de Santa Luzia. “Um cenário destes, com maus cheiros, não dignifica um espaço como o futuro museu do quartzo”, atirou António Marques.

A Lusa tentou contactar os proprietários dos aviários mas, segundo um dos funcionários, estes não se encontram na localidade. Enquanto isso, os moradores, como adiantou Fernando Pinto, um ex-emigrante que regressou à terra para construir casa mas que se arrependeu logo que começaram os maus cheiros, “a situação é sempre difícil, mas fica insuportável logo que faz mais um bocadinho de calor”.

“E no verão não se pode estar na parte exterior da casa, não se pode aproveitar o bom tempo para assar umas sardinhas, porque ninguém suporta os maus cheiros”, disse.

Para já, a esperança de quem mora nas imediações dos aviários, é que o abaixo-assinado, que já conta com mais de 70 assinaturas, sirva para alertar “quem de direito” e os proprietários dos aviários sejam “obrigados a cumprir as regras”ambientais.

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