Tribunal de Castelo Branco começa a julgar homem que terá morto a ex-namorada (ATUALIZADA)

O Tribunal de Castelo Branco começa hoje (9) a julgar o caso do homicídio de Carla Martins, de 28 anos, ocorrido em novembro de 2009, à porta de casa, em Castelo Branco. O arguido é o ex-namorado da vítima, da mesma idade, acusado de homicídio qualificado e ofensa à integridade física qualificada.

O homem aguarda o julgamento em prisão preventiva, no estabelecimento prisional de Elvas, e incorre numa pena de 12 a 25 anos de prisão. O julgamento chegou a estar marcado para 17 de novembro de 2010, mas acabaria por ser adiado devido a um pedido da defesa que requereu um exame psiquiátrico ao arguido – cujo relatório já foi entregue ao tribunal.

O julgamento contará com um júri de oito pessoas (quatro elementos efetivos e quatro suplentes). “Quando temos um caso como este, que diz muito à comunidade, é justo que o cidadão comum representado através de um júri possa intervir. Serve para democratizar a justiça e torná-la mais percetível”, justificou João Carlos Marcelo, advogado da família da vítima.

Chora e recorda como esfaqueou a ex-namorada

Depois do início do julgamento, o homem descreveu ao tribunal como esfaqueou Carla Martins, à porta de casa dos pais dela. O arguido, João Pedro, chorou, momentos mais tarde, quando o pai da vítima, assistente no processo, foi chamado a depor, obrigando a uma interrupção do julgamento por alguns minutos.

Na primeira sessão, a sala de audiências esteve cheia e o reforço de segurança foi evidente, com a presença de pelo menos seis guardas armados. O homem incorre numa pena de 12 a 25 anos de prisão.

A família da vítima constituiu-se como assistente no processo e segue a acusação do Ministério Público, pedindo ainda uma indemnização. O pai da vítima, José Nunes Martins, disse que nunca conheceu o arguido até à noite em que teve de o afastar da filha, no momento em que a esfaqueava.

O julgamento conta com um júri de quatro elementos, justificado pelo advogado da família, João Carlos Marcelo, pelo facto de o caso “ter tido grande impacto na comunidade”. “É justo que o cidadão comum esteja representado através de um júri”, disse.

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