Missões humanitárias deviam incluir farmacêuticos

Arquivo-Luís Carregã

O transporte, acondicionamento e distribuição de medicamentos em cenário de catástrofe regista falhas que seriam evitáveis se as missões humanitárias incluíssem farmacêuticos, defende Ana Maria Pinto, que propõe a criação de uma organização com esse fim.

A proposta – criação de uma organização não governamental de farmácia numa perspetiva de voluntariado – é hoje apresentada pela farmacêutica durante um colóquio na Universidade de Coimbra, disse à Lusa o subdiretor da Faculdade de Farmácia, Fernando Ramos.

Fernando Ramos afirmou que Ana Maria Pinto “encontrou” uma nova perspetiva para o setor, que define como “farmacêutico humanitário”, devido ao papel que este pode ter em casos de catástrofe, em que o medicamento é um bem essencial.

“A ideia surgiu depois de esta jovem farmacêutica se ter apercebido de que o transporte, acondicionamento e distribuição de medicamentos nem sempre são os mais aconselháveis em cenários de catástrofe”, explicou.

O subdiretor da Faculdade de Farmácia referiu que Ana Maria Pinto, licenciada pela Universidade de Coimbra, “descobriu falhas nos processos de recolha, acondicionamento e armazenamento e encontrou um espaço de intervenção em que o farmacêutico pode acompanhar a atividade de recolha, transporte e distribuição dos medicamentos”.

O repto para a criação de uma organização não governamental de farmácia vai ser lançado por Ana Maria Pinto hoje à tarde durante o colóquio/debate “Farmacêutico Humanitário: uma nova perspetiva de atividade profissional. Uma janela para o mundo”, organizado pela Faculdade de Farmácia, no âmbito da Semana Cultural da UC que está a decorrer.

“Acho a ideia interessante e pertinente, que alerta para a contribuição dos farmacêuticos para esta questão de recolha, armazenamento, distribuição e utilização dos medicamentos em cenários de catástrofe”, sublinhou Fernando Ramos.

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