“A câmara não pode dar-se ao luxo de tomar medidas meramente eleitoralistas”

Posted by

Emílio Torrão é vereador do PS na Câmara de Montemor-o-Velho e presidente da Concelhia do mesmo partido. Sem Luís Leal na corrida, admite, os socialistas têm a vida mais facilitada, nas próximas autárquicas.

P- Sociologicamente, Montemor-o-Velho é socialista. No entanto, a coligação PSD/PP tem governado com maioria absoluta…

R- Há um eleitorado muito fiel ao PS. Agora, há um eleitorado flutuante que vota naquela pessoas que entende estar mais bem posicionado para defender os seus interesses, naquele momento. E o atual presidente da câmara tem sabido conquistar esse eleitorado.

P- Luís Leal não pode recandidatar-se. Isso pode representar uma oportunidade para o PS voltar ao poder?

R- Não nego que a tarefa pode estar mais facilitada, mas temos consciência que o povo é um juiz atento, e, por isso, temos que nos esforçar muito e continuar a fazer o trabalho que estamos a fazer.

P- Vai recandidatar-se à câmara, nas próximas autárquicas?

R- A minha pessoa está disponível para servir o PS. (Mas) a escolha do candidato não se faz pela vontade de candidato, faz-se pelo trabalho de prospeção, pela escolha das melhores figuras.

P- Que problemas do concelho reputa de principais?

R- A forma como a câmara está ser gerida, sob o ponto de vista financeiro, é preocupante. Há muitos desperdícios. Um deputado municipal fez um estudo e concluiu que, em dois anos, foram feitos fora da câmara projetos num valor superior a um milhão de euros: isto é uma verdadeira loucura!

P- A câmara tem recursos humanos para fazer esses projetos?

R- É evidente que alguns projetos têm de se mandar fazer fora, mas o problema é que muitos deles não se concretizam. Outro exemplo é a forma como foi gerido o aumento da água. Há uma perda de receitas brutal porque a atualização que agora foi feita resulta da aplicação cumulativa. A câmara não pode dar-se ao luxo de tomar medidas meramente eleitoralistas. Há outro problema, que é a inoperacionalidade da maioria na criação de emprego local.

2 Comments

  1. Quim das Couves says:

    O nosso querido líder, ainda na oposição, já demonstrava olho para a coisa… Fiquei, como ele há dias se afirmou numa entrevista televisionada, triste, ao saber através desta entrevista escrita, que o nosso querido líder se predispunha a servir o PS, quando na minha modesta opinião o nosso querido líder deveria servir o eleitorado de MMV e a pátria… Será que foi uma gafe que até terá passado despercebida ao esclarecido eleitorado de MMV? Como é que funcionam os Partidos? Faz-se alguma jura de amor eterno?
    O nosso querido líder deve trabalhar este ponto em questão porque convenhamos, agora que nos lidera, não pode cometer gafes na sua governance. Ele é um político premium de MMV, da zona Centro e da pátria do Minho aos Algarves e já não falta quem olhe para ele como o Cristiano Ronaldo da política em MMV, pelo que deve fazer como o Jesus fez no Benfica: ter aulas de relações públicas e de Português profissional avançado para não cair no logro de jornalistas eventualmente animados por interesses obscuros e alheios que queiram prejudicar a virtuosa actuação do nosso querido líder, que para meu espanto, diria parecer que andou a ler algo semelhante a algum Livro Vermelho de Mao esquecido algures num sotão antigo, quando se refere à falta de criação de emprego, creio, se bem entendi, a ser patrocinado pela Câmara.

  2. Zé da Gândara says:

    Será que o Camarada Vasco se hospedou no nosso querido líder?

Leave a Reply

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

*

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Fica a saber como são processados os dados dos comentários.