websegura.net nasceu na Figueira para ajudar os internautas

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Um programador informático da Figueira da Foz mantém uma página pessoal na Internet destinada a alertar para os perigos da navegação na rede e ajudar as pessoas a evitar fraudes.

David Sopas, 29 anos, diz que não retira qualquer dividendo do projeto, disponível aqui, e que este “é um exercício de cidadania”.

“Sempre posso ajudar as pessoas, dando algum tipo de informação”, afirma.

A página, da qual é o único editor, surgiu na sequência de um projeto análogo que mantinha com dois colegas, um israelita, outro brasileiro. Com a saída, por motivos profissionais, dos dois colaboradores, criou o websegura, nome “que diz tudo”, sustenta.

O programador, que falou à Lusa a propósito do Dia Europeu da Internet Segura, que se assinala hoje, diz que recebe muito correio eletrónico de vítimas de fraudes que, por vezes, reencaminha para as autoridades competentes.

As maiores dúvidas e questões que recebe decorrem de alguma “ingenuidade” dos utilizadores da Internet, ligações que estes recebem no computador e que querem saber se são ou não seguras.

“Querem ‘clicar’ porque ou ganharam uma lotaria ou o banco mandou-lhes um endereço com um comprovativo de transferência. Eu tento avaliar se foram vítimas de fraude ou de uma brincadeira, verifico se [o computador] foi infetado com algum tipo de ‘malware’ [vírus]” e como o remover, explica.

Da análise que David Sopas faz das questões recebidas, garante que “o maior perigo” em Portugal passa pela falta de conhecimentos e formação dos utilizadores que instalam no computador “tudo o que lhes aparece” em programas e aplicações informáticas “porque é bonito ou porque ganham alguma coisa de maneira fácil”, diz.

É o caso de uma recente aplicação da rede social Facebook que, supostamente, permite ao interessado saber quantos utilizadores visualizaram a sua página.

“O Facebook não tem essa funcionalidade e não há ninguém de fora que o consiga fazer”, avisa, argumentando que uma aplicação desse género destina-se a angariar informação pessoal dos utilizadores “que caem nessas esparrelas” e propagar vírus e outras ameaças informáticas.

Uma necessidade pessoal e profissional levou ainda David Sopas – que trabalha, como programador, numa empresa de web design da Figueira da Foz – a criar uma ferramenta gratuita que permite analisar se o conteúdo de uma página é seguro “sem o utilizador a abrir”.

O Scan PW corre online, não necessita de ser instalado no computador e já teve mais de oito mil utilizações desde que foi criado.

“Precisava de uma ferramenta que, sem correr o risco de autoinfetar-me abrindo um website, me permitisse ver o código fonte [a estrutura da página] e perceber se possui algum conteúdo malicioso ou não”, afirmou.

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