Sentença do polícia e do advogado é lida no dia 17

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Foram ontem ouvidas as restantes testemunhas do caso que opõe um agente da divisão de trânsito da PSP da Figueira e um advogado de Leiria, que se acusam mutuamente de agressões, naquela que foi a terceira sessão do julgamento.

Das cinco pessoas ouvidas, apenas duas dizem ter estado no local onde ocorreram os factos (as restantes são agentes da PSP).

Nas alegações finais, a procuradora do Ministério Público requisitou a absolvição do advogado pelo crime de desobediência, no que respeita à recusa de identificação, alegando que não se conseguiu provar se o telemóvel, que terá suscitado o pedido, estava ou não na mão.

Bem como a absolvição pelo crime de resistência uma vez que, segundo a procuradora, várias testemunhas descreveram “algum excesso do agente que não terá justificação”.

 Contudo, pediu a condenação do jurista pelo crime de desobediência, por ser ter recusado a fazer o teste do álcool. E ainda pelo crime de injúria agravada, baseando-se, para este último, nas declarações do outro agente da PSP que terá auxiliado o arguido no local, não considerando credíveis os depoimentos das duas testemunhas ontem ouvidas.

Também nas alegações finais, a advogada do agente da PSP sublinhou a contrariedade dos depoimentos das testemunhas do arguido de Leiria. “Se há coisa que não foi clara foi a unanimidade da prova”, afirmou.

Já a defesa do causídico aludiu às “dúvidas e estranhezas” colocadas pelo Tribunal de Relação de Coimbra, chamando a atenção para as “nuances preocupantes” no auto de notícia e depoimentos subsequentes do agente, bem como as contradições entre o depoimento deste e o das testemunhas. A sentença será lida dia 17.

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